Lata de tinta e digital parcial levam polícia a suspeitos de assassinato no Tocantins

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Polícia Civil prendeu seis suspeitos envolvidos na morte do produtor rural José Geraldo Oliveira Fonseca, de 39 anos, em Miranorte, no Tocantins. O crime ocorreu na noite de 7 de setembro de 2024, quando José Geraldo jantava com a família em uma pizzaria.

Dois homens em uma moto chegaram ao local e um deles disparou contra a vítima pelas costas. Câmeras de segurança registraram o momento do crime. A investigação avançou após a coleta de uma digital parcial no retrovisor da moto utilizada, que foi cruzada com o banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), levando à identificação de Rosevaldo Pedrosa de Albuquerque Júnior.

Rosevaldo e José Nadson de Santana Júnior, apontados como os pistoleiros, foram localizados em Maceió, Alagoas, mas morreram em confronto com a polícia durante a tentativa de prisão. A polícia também encontrou uma lata de tinta semelhante à usada para pintar a moto, que estava com a placa alterada.

Os indícios reforçaram a ligação entre os executores e o produtor rural Roberto Coelho de Sousa, suposto mandante do crime, que tinha rivalidade comercial com a vítima. O crime teria sido intermediado por Adão dos Reis Bessa, funcionário de Roberto.

- Publicidade -

“”Deferida a representação, a Polícia Civil deu fiel cumprimento aos mandados, tendo sido apreendidos, dentre outros objetos, os telefones celulares dos investigados, bem como uma lata de tinta semelhante à utilizada para descaracterizar a motocicleta utilizada na execução do crime”, diz trecho da decisão.”

O delegado Heliomar dos Santos Silva afirmou que o crime foi planejado em detalhes. “A investigação ainda está evoluindo. Com as prisões temporárias de 30 dias, vamos aprofundar a motivação. O que já sabemos é que eram empresários rivais na produção e venda de abacaxis, eram inimigos declarados e tinham problemas pessoais”, explicou o delegado Afonso Lira.

Entre os presos está Roberto Coelho de Sousa, apontado como mandante, e Adão dos Reis Bessa, suspeito de atuar como intermediário. Diego Andrade da Silva e Raquel Faria Rodrigues também são citados como participantes ativos na trama.

A defesa de Roberto e Adão informou que não teve acesso integral aos autos do procedimento, o que impede uma análise mais detalhada do caso. A defesa de Raquel prioriza o exame técnico dos autos antes de se pronunciar.

A motivação do crime, segundo a polícia, foi uma briga antiga no mercado de abacaxis. José Geraldo deixou esposa e dois filhos, sendo descrito pela família como um homem honesto que ajudava a comunidade.

- Publicidade -
Compartilhe esta notícia