O presidente Donald Trump está pressionando o Congresso para proibir empresas de Wall Street de comprarem casas unifamiliares. Ele expressa preocupação com o fato de que magnatas financeiros estão excluindo compradores jovens e de classe média, especialmente em cidades do sul dos EUA em rápido crescimento.
No entanto, há outro tipo de comprador que o presidente e o Congresso devem considerar: os estrangeiros, que estão bloqueando o acesso dos cidadãos americanos ao sonho americano. Um novo estudo revela que os compradores estrangeiros são mais comuns do que se imagina. Entre abril de 2024 e março de 2025, estrangeiros compraram mais de 78 mil casas nos EUA.
Além disso, o investimento de compradores estrangeiros em imóveis americanos aumentou 33% entre 2024 e 2025 em comparação ao ano anterior. Cada casa adquirida por alguém de fora dos EUA representa uma oportunidade a menos para os americanos, o que eleva os preços para os compradores de primeira viagem.
O cenário se agrava, pois quase metade dos compradores estrangeiros pagou em dinheiro, o que dificulta a concorrência para os jovens americanos e famílias de classe média, especialmente na compra da primeira casa. O mercado está inclinado a favor de pessoas que podem nunca ter visitado os EUA.
Os compradores estrangeiros vêm, em grande parte, de nações rivais econômicas e estratégicas. A maioria deles é da China, que adquiriu cerca de um em cada seis imóveis comprados por estrangeiros, gastando US$ 13,7 bilhões em casas americanas apenas em 2025. Quase metade desses compradores chineses pretende usar a nova casa como forma de obter residência permanente nos EUA, o que lhes dá acesso preferencial a instituições como universidades.
Esses compradores não estão apenas adquirindo apartamentos ou casas em condomínio, mas sim as casas unifamiliares que os americanos mais desejam. Quase dois em cada três imóveis comprados por estrangeiros pertencem a essa categoria, o que compromete o cerne do sonho americano.
Enquanto isso, outros países, como o Canadá, impõem restrições severas à compra de imóveis por estrangeiros, priorizando seus cidadãos. Embora cidadãos canadenses sejam compradores comuns de propriedades americanas, o Canadá proíbe a maioria das compras estrangeiras de casas e aplica pesados impostos sobre as que ainda são permitidas.
A China também limita severamente a compra de imóveis por estrangeiros, mesmo com muitos de seus cidadãos comprando casas nos EUA. A disparidade é evidente e prejudica os interesses do povo americano. Os cidadãos estão na fila atrás de compradores de países rivais estratégicos e econômicos.
A solução é clara: o Congresso deve restringir a compra de casas nos EUA por estrangeiros, seja com uma proibição total ou com impostos elevados que desencorajem essas aquisições. O Comitê de Estudo Republicano já apresentou um plano para aumentar significativamente os impostos sobre compradores estrangeiros. Essas ideias inovadoras merecem atenção e ação nos próximos meses.
Essa questão não se trata de prejudicar estrangeiros, mas de defender os cidadãos americanos. O sonho americano é para o povo americano, e jovens profissionais e famílias de classe média precisam urgentemente que ele se torne acessível.


