Biometria facial é implementada no aeroporto de Fernando de Noronha

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O sistema de biometria facial começou a ser utilizado no aeroporto de Fernando de Noronha no dia 7 de março de 2026. Para acessar a ferramenta, os passageiros devem baixar o aplicativo “Noronha na Palma da Mão”, desenvolvido pela Universidade de Pernambuco (UPE) em parceria com a Administração da Ilha.

Segundo o governo local, a nova ferramenta digital visa modernizar o controle migratório e ampliar o acesso a serviços públicos na ilha. As catracas com leitura facial foram instaladas no novo setor de desembarque do aeroporto e a fase de testes terá duração de até 60 dias, permitindo que moradores e prestadores de serviço se adaptem ao novo modelo.

Após o período de testes, o aplicativo também será utilizado por turistas. O objetivo é centralizar o registro de entrada e saída da ilha por meio do cadastro biométrico e da validação facial nas catracas do aeroporto.

““O aplicativo Noronha na Palma da Mão vai tornar o controle migratório mais moderno, eficiente e seguro. A ideia é que moradores e visitantes façam o cadastro biométrico no aplicativo. Depois disso, o acesso à ilha poderá ser feito de forma rápida e automatizada, com leitura facial nas catracas do aeroporto”, afirmou Virgílio Oliveira, administrador de Fernando de Noronha.”

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A Administração da Ilha informou que, além do controle migratório, o aplicativo reunirá diversos serviços em uma única plataforma digital. A ferramenta permitirá que turistas e moradores resolvam questões relacionadas à mobilidade, hospedagem e serviços públicos diretamente pelo celular.

A expectativa do governo é que, com a implantação completa da plataforma, haja redução de processos presenciais, mais agilidade no atendimento e maior eficiência no controle e no planejamento das atividades na ilha.

Além da biometria facial, a recuperação da pista do aeroporto, iniciada em setembro de 2024, teve o prazo de conclusão prorrogado para dezembro de 2026. O serviço abrange 1.845 metros da pista e o investimento total na obra é de R$ 60 milhões.

Problemas foram registrados no pátio de estacionamento das aeronaves em junho de 2025, quando dois aviões ficaram atolados devido ao ceder do piso. O arquiteto Djalma Bruno, fiscal da obra pela Semobi, explicou que trabalhos extras exigiram o uso de parte do material destinado à etapa final da pista, resultando na prorrogação do prazo pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

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