Uma missão humanitária levou médicos, dentistas e nutricionistas de São Paulo para Chimoio, em Moçambique. O trabalho durou quase 30 dias e atendeu 5 mil pessoas na região, considerada uma das mais pobres do mundo.
Participaram da ação 75 voluntários, incluindo brasileiros do interior de São Paulo, com quatro de Sorocaba e 12 de Juquiá. O pastor André Devai, de Sorocaba, destacou que o grupo é ligado à Igreja Adventista do Sétimo Dia – Movimento de Reforma.
O grupo iniciou a missão em 7 de janeiro e enfrentou dificuldades para entrar no país, mas foi bem recebido. “É uma cultura nossa, há pelo menos 12 anos, a cada ano fazer alguma missão humanitária”, afirmou André.
Durante a missão, o grupo enfrentou um período de chuvas intensas e registrou violência na região, com toque de recolher a partir das 20h. Apesar dos desafios, os voluntários realizaram atendimentos em diversas especialidades, incluindo assistência social, medicina, odontologia e psicologia.
No último dia, 500 crianças foram atendidas. Além dos atendimentos médicos, foram oferecidos serviços de corte e costura. Na área de odontologia, mais de 500 atendimentos foram realizados, enquanto a enfermagem atendeu mais de duas mil pessoas.
Os voluntários também doaram remédios, alimentos e refeições prontas, totalizando mais de 8 mil refeições distribuídas. “Deu muito trabalho, foi muito cansativo, mas foi muito maravilhoso”, avaliou André.
Anny Novais, uma das voluntárias, comentou sobre os desafios enfrentados, como a diferença cultural e problemas com o visto. “Foi um desafio muito grande, mas faria novamente. O sofrimento dos moradores supera o desconforto que passamos”, disse Anny.
Moçambique, localizado no sudeste da África, é um dos países mais pobres do mundo, com uma economia baseada na agricultura e pesca. A cidade de Chimoio, com cerca de 400 mil habitantes, é a capital da província de Manica e enfrenta sérios desafios em saneamento básico e acesso à saúde.


