Os economistas do mercado financeiro ajustaram suas previsões para o corte de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para esta semana. A expectativa foi divulgada no boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (16), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. Até a semana passada, os analistas esperavam uma redução de 0,5 ponto percentual, para 14,5% ao ano. No entanto, com o início da guerra no Irã, a projeção passou a ser de um corte menor, de 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 14,75% ao ano.
A decisão do Copom será anunciada na próxima quarta-feira (18). A guerra no Oriente Médio provocou um aumento significativo no preço do petróleo, que opera acima de US$ 100 nesta segunda-feira, o que pode pressionar a inflação brasileira através do aumento dos combustíveis.
Para o fim de 2026, a projeção do mercado para a Selic subiu de 12,13% para 12,25% ao ano. A expectativa para o fechamento de 2027 foi mantida em 10,50% ao ano, e para o fim de 2028, a estimativa continuou em 10% ao ano.
Com o início do conflito, o mercado também revisou suas expectativas para a inflação. A projeção para 2026 passou de 3,91% para 4,10%. Se confirmada, essa taxa ficará abaixo do índice registrado no último ano, que foi de 4,26%. Para 2027, a expectativa permaneceu em 3,80%; para 2028, a previsão foi mantida em 3,50%; e para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
Em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado subiu de 1,82% para 1,83%. O resultado oficial do PIB do ano passado foi de 2,3%, conforme divulgado pelo IBGE na semana passada. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,8%.
O mercado financeiro também reduziu sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano, de R$ 5,41 para R$ 5,40. Para o fechamento de 2027, a projeção caiu de R$ 5,50 para R$ 5,47.


