No domingo, 15 de março de 2026, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou um vídeo para desmentir rumores sobre sua morte durante a guerra contra o Irã, que afeta o Oriente Médio há quase vinte dias.
Desde a última sexta-feira, o Google Trends registrou um aumento global nas buscas por frases como “Netanyahu está morto?” e “Netanyahu está vivo?”, com o interesse atingindo o pico na noite de sábado. A discussão sobre o assunto também ganhou força nas redes sociais.
No vídeo publicado no Instagram, Netanyahu aparece tomando uma xícara de café e conversando em hebraico com seu assessor, que menciona: “Dizem na internet que você está morto”. O primeiro-ministro responde com um trocadilho envolvendo a palavra hebraica “met”, que significa “morto”, e a expressão “met al”, usada para indicar grande entusiasmo.
““Eu morro (de amores) por café. E quer saber? Eu morro (de amores) pelo meu povo. A forma como eles se comportam é fantástica”, afirmou ele.”
Netanyahu também ironizou outra especulação que circulou nas redes, segundo a qual ele apareceria com seis dedos em um vídeo recente de pronunciamento. Para alguns internautas, isso indicaria o uso de inteligência artificial para esconder sua suposta morte. Em resposta, o premiê mostrou as duas mãos, com cinco dedos em cada uma, e questionou: “Você quer contar o número de dedos?”.
No final do vídeo, Netanyahu fez um breve comunicado ao povo israelense: “A resiliência de vocês é incrível, dá força a mim, ao governo, às IDF (Exército israelense) e ao Mossad (agência de espionagem). Estamos fazendo coisas que não posso compartilhar no momento, mas estamos agindo, atingindo o Irã com muita força, inclusive hoje, e também continuando no Líbano”.
A gravação foi publicada um dia antes do Exército de Israel anunciar que iniciou “operações terrestres limitadas” contra o Hezbollah, milícia financiada pelo Irã, no sul do Líbano. As IDF afirmaram: “A atividade é parte de um esforço de defesa mais amplo para estabelecer e fortalecer uma posição defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação de terroristas que operam na região”.

