Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania revelam que Jundiaí (SP) registra pelo menos um caso de violência contra crianças e adolescentes diariamente. Em janeiro e fevereiro de 2026, foram contabilizados 65 casos, o que representa uma queda de quase 27% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando 89 denúncias foram protocoladas.
Apesar da redução nos números, a situação continua preocupante, acendendo um alerta ao Conselho Tutelar, que acompanha todos os casos. O conselheiro Thiago Calheiro Costa destacou a importância do órgão, que é responsável por garantir os direitos das vítimas e aplicar medidas de proteção em casos de suspeita ou confirmação de violação.
““O Conselho Tutelar é um órgão autônomo a nível municipal e ele é responsável por zelar e observar o cumprimento dos direitos de crianças e adolescentes. Uma vez identificado que há violação desses direitos, ele vai aplicar medidas de proteção para que cessem as violações”,”
explicou.
O conselheiro também ressaltou que mudanças no comportamento podem ser sinais de que uma criança ou adolescente esteja sofrendo algum tipo de violência. A atenção dos pais e da escola é fundamental para identificar esses casos.
““Normalmente a criança vai mudar o comportamento. Então é importante os pais estarem atentos aos sinais quando a criança volta da escola ou quando não quer ir para a escola. São sinais de que alguma coisa pode estar errada”,”
comentou.
Além de identificar os sinais, é crucial saber como denunciar os casos. O conselheiro orienta que qualquer suspeita deve ser comunicada ao Conselho Tutelar.
““Os Conselhos Tutelares precisam ser comunicados de alguma forma sobre essa suspeita. Os telefones de contato estão disponíveis no site das prefeituras ou através do canal Disque 100, que mantém o anonimato da pessoa”,”
disse.
A atenção da família é essencial para perceber possíveis mudanças no comportamento das crianças e adolescentes.
““A família tem que observar. É importante observar o comportamento dos filhos e manter um bom diálogo para entender o que está acontecendo. Em caso de desconfiança, é importante conversar com a escola e, nos casos mais graves, procurar o Conselho Tutelar”,”
afirmou.


