Berlim respondeu aos apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ajudar a manter as rotas marítimas desobstruídas no Estreito de Ormuz. Um porta-voz do governo declarou: “Esta guerra não tem nada a ver com a Otan. Não é uma guerra da Otan.”
O comentário do porta-voz do chanceler, Friedrich Merz, surgiu após Trump ter feito uma ameaça velada à aliança da OTAN, afirmando que ela poderia enfrentar um “futuro muito ruim”. O governo alemão reiterou que não participará de nenhuma atividade no Estreito de Ormuz. “A participação não foi considerada antes desta guerra e não está sendo considerada agora”, acrescentou o porta-voz.
A Alemanha não vê a OTAN assumindo a responsabilidade pelo Estreito de Ormuz. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, declarou à imprensa que não vê um papel para os membros da OTAN na região. “A participação não foi considerada antes desta guerra e não está sendo considerada agora”, reiterou.
Merz tem endurecido sua posição nos últimos dias, à medida que a guerra com o Irã continua sem sinais de término. Na semana passada, ele criticou os Estados Unidos por aliviarem as sanções contra a Rússia e afirmou que não entende quais são os planos dos EUA para encerrar a guerra.
Kornelius, especialista, comentou que “antes da guerra, tanto os Estados Unidos quanto Israel deixaram claro que a ajuda europeia não era necessária nem desejada”. O chanceler alemão se reunirá com o primeiro-ministro holandês, Rob Jetten, em Berlim nesta segunda-feira (16). É provável que os líderes respondam a perguntas sobre suas reações a Trump e suas exigências.

