Na noite de segunda-feira, 16 de março de 2026, a embaixada dos EUA em Bagdá foi alvo de uma onda de ataques com drones e foguetes, conforme informaram fontes de segurança iraquianas. Este foi considerado o ataque mais intenso desde o início dos atentados, com a utilização de pelo menos cinco drones.
Uma forte explosão foi ouvida na capital iraquiana, de acordo com testemunhas. Vídeos geolocalizados mostram sistemas de defesa aérea interceptando um projétil a cerca de 600 metros do complexo da embaixada. Em um dos vídeos, é possível ver rastros de disparos antiaéreos compatíveis com os sistemas C-RAM dos EUA, seguidos de uma explosão no céu, indicando a interceptação de um projétil.
Uma pessoa no solo é ouvida alertando: “Cuidado, meu irmão, com os estilhaços”. Outro vídeo mostra sistemas de defesa aérea ativos sobre Bagdá, gravado a menos de 800 metros do complexo da embaixada. Este ataque não foi um incidente isolado, pois no sábado, 14 de março, dois drones já haviam atingido a embaixada, conforme relatou um oficial de segurança.
O porta-voz do Comandante-em-Chefe das Forças Armadas do Iraque, Sabah al-Numan, declarou que “ataques injustificados” têm sido “repetidos contra diversas instalações vitais, bases e missões diplomáticas”, incluindo a embaixada dos EUA, o campo petrolífero de Majnoon e o Hotel Internacional Al-Rasheed.
O contexto desses ataques está ligado ao conflito em curso entre os Estados Unidos e o Irã, que se intensificou após um ataque em 28 de fevereiro que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Desde então, diversas autoridades iranianas também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído alvos militares no Irã.
Em retaliação, o regime iraniano tem atacado interesses dos EUA e de Israel em vários países da região, incluindo o Iraque. Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos relacionadas aos ataques iranianos.
O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah atacou Israel em resposta à morte de Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah. Centenas de pessoas morreram no Líbano desde então. Após a morte de Khamenei, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, que é visto como continuidade da repressão.
““Cuidado, meu irmão, com os estilhaços””


