A Autoridade Geral de Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos anunciou o fechamento temporário e total do espaço aéreo do país como uma medida de precaução excepcional. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal na terça-feira, no horário local, que ainda era segunda-feira em Brasília.
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos afirmou que a decisão foi tomada em resposta às ameaças de mísseis e drones provenientes do Irã. O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram mortas durante os ataques. Os Estados Unidos alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano lançou ataques contra vários países da região, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
As autoridades iranianas afirmam que seus ataques têm como alvo apenas os interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações. Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O conflito se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas indicam que ele não fará mudanças estruturais e representa a continuidade da repressão. Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.


