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Internacional

Afeganistão acusa Paquistão de bombardear hospital e matar 400 pessoas; país nega

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 21:18
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O Afeganistão acusou o Paquistão de bombardear um hospital para usuários de drogas em Cabul na noite de segunda-feira (16), resultando na morte de pelo menos 400 pessoas. O Paquistão negou ter atingido um hospital, afirmando que seus ataques não visaram locais civis.

O ataque aéreo marca uma escalada significativa em um conflito que começou no final de fevereiro, com repetidos confrontos na fronteira e ataques aéreos dentro do Afeganistão. Apelos internacionais por um cessar-fogo não foram atendidos.

Hamdullah Fitrat, porta-voz adjunto do governo afegão, informou que o ataque ocorreu por volta das 21h (horário local) e destruiu grandes seções do hospital, que possui 2.000 leitos. Ele afirmou que cerca de 250 pessoas ficaram feridas.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram equipes de segurança transportando vítimas e bombeiros tentando controlar as chamas entre as ruínas do edifício. Fitrat também mencionou que equipes de resgate estavam trabalhando para recuperar os corpos.

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““Condenamos veementemente este crime e consideramos tal ato contra todos os princípios aceitos e um crime contra a humanidade”, disse Zabihullah Mujahid, porta-voz do governo afegão.”

O porta-voz do primeiro-ministro paquistanês, Mosharraf Zaidi, rejeitou as alegações do Afeganistão, afirmando que nenhum hospital foi alvo em Cabul. O Ministério da Informação do Paquistão declarou que os ataques visaram instalações militares e infraestrutura de apoio ao terrorismo, incluindo armazenamento de equipamentos do Talibã.

A ONU pediu ao Talibã no Afeganistão que intensifique os esforços para combater o terrorismo, enquanto o Paquistão acusa Cabul de abrigar grupos militantes. O Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução que condena toda atividade terrorista, sem nomear o Paquistão.

O conflito se intensificou após o Afeganistão lançar ataques transfronteiriços em resposta a bombardeios paquistaneses, interrompendo um cessar-fogo mediado pelo Catar. O Paquistão declarou estar em “guerra aberta” com o Afeganistão, o que alarmou a comunidade internacional.

TAGGED:AfeganistãoCabulconflitoHamdullah FitrathospitalMosharraf ZaidiONUPaquistãoTalibãZabihullah Mujahid
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