Ouro fecha em queda com guerra no Oriente Médio pressionando inflação

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Ouro fechou em queda nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, com preocupações sobre a inflação decorrente do conflito no Oriente Médio. Essa situação pode manter as taxas de juros elevadas por mais tempo, superando o suporte de um dólar mais fraco e da demanda por ativos de refúgio.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 1,15%, cotado a US$ 4.994,0 por onça-troy. A prata para março também teve queda, de 0,80%, a US$ 80,26 por onça-troy.

Segundo a TD Securities, a elevada correlação do ouro com ativos de risco e o forte movimento conjunto em todo o complexo de commodities sugerem oscilações amplas no mercado.

““Um choque estagflacionário afeta tanto o crescimento quanto a inflação, complicando as implicações para o Fed (Federal Reserve), especialmente considerando o histórico recente de inflação considerada ‘transitória’”,”

- Publicidade -

afirmou o banco de investimentos canadense.

Os traders continuam em busca de direções sobre a economia e a política monetária dos bancos centrais. Nesta semana, estão no radar os dados do PPI (Índice de Preços ao Produtor) dos Estados Unidos, a decisão de política monetária do Fed e comentários do presidente do BC, Jerome Powell.

A expectativa é de que o Fed mantenha os juros inalterados nesta quarta-feira, 18 de março, segundo dados da plataforma CME FedWatch. Dados divulgados desde o último encontro mostraram pouca mudança nas perspectivas econômicas, enquanto dirigentes ainda ponderam o cenário geopolítico.

Nesta segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pressionar por cortes de juros nas taxas americanas e a minimizar o possível tempo de duração da guerra contra o Irã. Com a alta no petróleo, o governo acende alerta para evitar efeitos no Brasil.

Compartilhe esta notícia