O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, que pediu o adiamento de uma viagem à China que estava prevista para o início de abril. Ele afirmou que a visita poderia ocorrer “daqui a um mês ou mais” devido à guerra com o Irã.
A viagem estava agendada para ocorrer entre 31 de março e 2 de abril e incluiria um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping. Durante uma conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump declarou que, diante da guerra, sente a necessidade de permanecer nos Estados Unidos.
Mais cedo, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o presidente continua disposto a visitar a China, mas que os planos devem ser alterados. “Como comandante em chefe, a principal prioridade dele neste momento é garantir o sucesso contínuo desta operação Fúria Épica”, afirmou.
No domingo, 15 de março, Trump já havia sugerido a possibilidade de adiar a viagem. Em entrevista ao Financial Times, ele pressionou a China a ajudar a reabrir o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global de petróleo. “Acho que a China também deveria ajudar, porque 90% do petróleo que consome vem do estreito”, disse Trump ao jornal.
Trump acrescentou que preferiria conhecer a posição de Pequim sobre o tema antes da viagem. Segundo ele, o governo dos Estados Unidos conversou com cerca de sete países sobre apoio militar para proteger navios na região, mas até o momento, nenhum confirmou participação formal.
Autoridades chinesas afirmaram que o Estreito de Ormuz é uma rota essencial para o comércio internacional e que a manutenção da estabilidade na região é do interesse de toda a comunidade internacional. A China também expressou a intenção de continuar dialogando com os países envolvidos no conflito e atuar para reduzir as tensões.


