Governo lança Plano Clima com R$ 27,5 bilhões previstos para 2026

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Governo Federal lançou o “Plano Nacional sobre Mudança do Clima – Plano Clima” nesta segunda-feira (16), em evento no Palácio do Planalto. A iniciativa prevê ações para enfrentar a mudança do clima até 2035. Para 2026, foram aprovados R$ 27,5 bilhões que serão investidos em ações de adaptação e mitigação.

“A gente vive uma situação gravíssima de emergência climática. O Plano Clima orientará as ações do governo tanto nas agendas de adaptação, mitigação, que a base do esforço que nos leva a fazer esse enfrentamento, quanto também um plano voltado para que a gente possa reorientar as nossas agendas de desenvolvimento”, explicou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

O evento contou com a presença de outras autoridades, como o secretário-executivo do ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, a secretária de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Julia Rodrigues, a secretária Nacional de Planejamento do ministério do Planejamento e Orçamento, Virginia de Ângelis, a secretária Extraordinária do Mercado de Carbono do ministério da Fazenda, Cristina Reis, e o secretário Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo.

O lançamento ocorre após a aprovação das Estratégias Transversais para Ação Climática durante a quinta reunião ordinária do CIM (Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima). O plano inclui oito eixos para orientar a redução de emissões de gases de efeito estufa e 16 para promover a adaptação do país aos efeitos da mudança do clima, chancelados pelo CIM em dezembro de 2025.

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Uma das estratégias é garantir que todos os estados e ao menos 35% dos municípios brasileiros tenham planos de adaptação até 2035. No setor de agricultura e pecuária, o plano reúne estratégias voltadas tanto à redução de emissões quanto à adaptação da produção rural aos efeitos das mudanças climáticas.

Entre as medidas discutidas estão a ampliação de sistemas produtivos de menor emissão, como a integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de pastagens degradadas e práticas de manejo mais eficientes do solo. Durante coletiva de imprensa, Marina Silva reforçou que todos os setores da economia terão responsabilidades no Plano, como transporte, energia, agricultura, indústria e uso da terra.

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