O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, que anunciará “em breve” os países que concordaram em ajudar os Estados Unidos a reabrir o Estreito de Ormuz. Ele reconheceu que muitos aliados rejeitaram suas propostas até o momento.
“Há alguns, anunciaremos alguns nomes em breve”, disse Trump a repórteres no Salão Oval. “Alguns foram bem diretos desde o início”, acrescentou.
Trump pressionou vários aliados por ajuda para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, que o Irã efetivamente fechou após um ataque conjunto dos EUA e de Israel há mais de duas semanas. O fechamento resultou em uma crise energética global, elevando drasticamente os preços do petróleo.
“O que me surpreende é que eles não estão ansiosos para ajudar”, afirmou Trump, argumentando que nações que dependem fortemente do estreito para o petróleo, como China e Japão, “deveriam nos agradecer”.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou os EUA por pedir ajuda a aliados enquanto exigem que o Irã se renda. “Eles realizaram ataques em grande escala e novamente repetiram a exigência de rendição incondicional”, disse Araghchi.
Trump também alertou que a OTAN enfrentará um futuro “muito ruim” se os aliados dos EUA não ajudarem a garantir a segurança do Estreito de Ormuz. “É mais do que apropriado que as pessoas que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, afirmou.
Ele elogiou a ajuda dos EUA à Ucrânia em sua guerra contra a Rússia e questionou se os aliados estariam dispostos a retribuir. “Qualquer coisa que seja necessária”, disse Trump sobre o tipo de assistência que busca, incluindo navios caça-minas.
Trump expressou frustração com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, pela falta de apoio imediato aos ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irã. “Quando pedi que viessem, eles não quiseram vir”, disse ele, ressaltando que a ajuda deveria ter sido oferecida antes das ações militares.


