O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta segunda-feira, 16 de março de 2026, uma possível ação militar contra Cuba, afirmando que espera ter ‘a honra de tomar’ o país. ‘Acredito sinceramente que terei a honra de tomar o controle de Cuba, de alguma forma’, declarou a repórteres no Salão Oval.
Trump expressou seu desejo por uma mudança no regime castrista, liderado pelo Partido Comunista, e afirmou que Cuba ‘vai cair muito em breve’, em meio à crise energética e ao aumento da pressão de Washington sobre o governo cubano. Ele instou Havana a ‘chegar a um acordo’ ou enfrentar as consequências.
No final de fevereiro, Trump mencionou a possibilidade de uma ‘tomada amistosa’ da ilha. ‘Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada amistosa de Cuba’, disse.
A crise energética em Cuba, que possui 9,6 milhões de habitantes, se intensificou após a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, resultando na interrupção dos envios de combustível da Venezuela, principal fornecedor da ilha nos últimos 25 anos. As Nações Unidas estão em negociações com o governo Trump para permitir a entrada de combustível em Cuba para ‘fins humanitários’.
Nesta segunda-feira, um novo blecaute total atingiu todo o território cubano, sendo o sexto apagão do país em um ano e meio, segundo a agência de notícias EFE.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou que ‘funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas’ com representantes dos Estados Unidos em um momento de tensão. ‘As conversas foram orientadas a buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações’, afirmou Díaz-Canel.
Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro, foi mencionado como interlocutor do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em conversas secretas anteriores. Díaz-Canel destacou que essas conversas são facilitadas por ‘fatores internacionais’ que não especificou.

