Homem é preso após matar ex-mulher a facadas e fugir com filho em Uberlândia

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Marcelo Rodrigues Miranda foi preso no fim da tarde de segunda-feira (16) no bairro Tocantins, em Uberlândia. Ele é suspeito de assassinar Ranielly Raissa Aparecida Silva, de 32 anos, a facadas no domingo (15) no bairro Maravilha.

Após o crime, Marcelo fugiu levando o filho do casal, de 6 anos. A criança foi encontrada na mesma tarde no bairro Tocantins, na casa de conhecidos do suspeito, e foi levada pelo Conselho Tutelar.

A prisão de Marcelo ocorreu em uma operação integrada entre o 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a 2ª Base Regional de Aviação do Estado (Brave) e a Delegacia de Homicídios. Ao perceber a aproximação policial, Marcelo tentou fugir pulando muros, mas foi detido em um terreno baldio.

““Ainda estamos investigando essas pessoas que possam ter acobertado ele”, afirmou Wesley Pereira da Silva, capitão da PM.”

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A faca utilizada no crime não foi localizada. O veículo usado por Marcelo era do irmão dele. Segundo informações, ele havia ido devolver a criança à mãe após passar o final de semana com ela, mas deveria manter uma distância de 300 metros de Ranielly devido a uma medida protetiva.

““Ele até podia pegar o filho, mas esse intermédio deveria ter sido feito por meio de terceiros”, esclareceu a delegada Lia Valechi.”

O menino foi encontrado cerca de 24 horas após o feminicídio, visivelmente bem cuidado, mas com fome. Ele foi encaminhado para a família materna, onde estão os outros filhos da vítima.

O crime ocorreu na frente do filho. Uma vizinha relatou que a filha de Ranielly, de oito anos, pediu ajuda, informando que o ex-padrasto estava agredindo a mãe. Ao chegar ao local, a PM encontrou Ranielly ferida com cortes no pescoço.

Imagens de câmeras de segurança mostraram Marcelo chegando à casa da ex-companheira com o filho e, minutos depois, agredindo-a. O corpo de Ranielly foi liberado ao Instituto Médico Legal (IML) e seu sepultamento ocorreu nesta segunda-feira no Cemitério Bom Pastor, em Uberlândia.

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A vítima já tinha um histórico de violência doméstica por parte do autor desde 2022. A Polícia Militar havia oferecido apoio à Ranielly, mas ela não formalizou a representação criminal contra o agressor.

O irmão de Ranielly informou que o suspeito havia saído da prisão recentemente, onde cumpria pena por violência doméstica contra a vítima. A vizinha também relatou que Ranielly havia mencionado ameaças anteriores de morte feitas pelo ex-companheiro.

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