A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) anunciou que a doença falciforme agora é considerada de notificação compulsória nos serviços de saúde. A medida exige que todos os casos suspeitos e confirmados sejam registrados no sistema de vigilância epidemiológica em até sete dias após a identificação.
A doença falciforme é uma condição genética hereditária e crônica, sendo uma das enfermidades genéticas mais prevalentes no Brasil e no mundo, com maior impacto na população negra. Estimativas indicam que entre 60 mil e 100 mil pessoas vivem com a doença no país.
A SES-SP afirma que a notificação obrigatória visa qualificar o monitoramento da doença e ampliar a disponibilidade de dados epidemiológicos, essenciais para o planejamento e aprimoramento das políticas públicas de saúde.
““A notificação compulsória é uma ferramenta importante para qualificar os dados sobre a doença e apoiar a organização da rede de cuidado. Com essas informações, é possível planejar ações mais efetivas de diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes”, destaca Regiane de Paula, coordenadora da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), da SES-SP.”
A notificação deve ser realizada por unidades públicas e privadas de saúde no sistema e-SUS Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), utilizando a ficha de notificação e conclusão do agravo, conforme publicado na Nota Técnica nº 2/2025 pelo órgão estadual.
Com a padronização da notificação, será possível acompanhar melhor a ocorrência da doença, identificar desigualdades e fortalecer as ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação no Sistema Único de Saúde (SUS).

