Mojtaba Khamenei escapou da morte em bombardeio que matou seu pai

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, escapou por ‘segundos’ dos bombardeios de EUA e Israel que mataram seu pai, Ali Khamenei, e outras figuras de alto escalão no último dia 28 de fevereiro.

A informação é do jornal inglês ‘The Telegraph’, que disse nesta segunda (16) ter tido acesso a um áudio sobre a situação. Mojtaba estava perto de seu pai e antecessor, mas foi ‘fazer algo’ no jardim da propriedade quando o então líder supremo foi morto por um míssil israelense às 9h32 locais.

Segundo o jornal, o áudio contém a voz de Mazaher Hosseini, chefe de protocolo de Ali Khamenei, descrevendo o ataque para líderes da Guarda Revolucionária iraniana. Mojtaba Khamenei sofreu um ferimento na perna, enquanto sua mulher e um filho foram mortos junto a Ali Khamenei. O corpo de seu cunhado foi encontrado decapitado.

O áudio foi gravado em uma reunião no dia 12 de março. Mojtaba morava em uma ampla propriedade onde também viviam o pai e vários membros da família Khamenei. A gravação inclui detalhes gráficos da cena pós-bombardeio: Hosseini diz que o chefe do gabinete militar de Ali Khamenei, Mohammad Shirazi, teve o corpo ‘explodido’ e que poucos quilos de seu cadáver foram recuperados.

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O filho de Ali Khamenei foi escolhido oficialmente como novo líder supremo em 8 de março. Ele não fez aparições públicas desde então.

“‘Não sabemos se ele está morto ou não. Devo dizer que ninguém o viu, o que é incomum’, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista na Casa Branca.”

Trump afirmou que informações da inteligência norte-americana indicam que Khamenei foi gravemente ferido em um ataque aéreo e ‘perdeu uma perna’. ‘Muitas pessoas dizem que ele está gravemente desfigurado. Outras pessoas dizem que ele está morto’, acrescentou.

Trump também comentou sobre a situação no Irã, afirmando que o governo iraniano segue matando manifestantes e que a campanha militar dos EUA contra o Irã já atingiu mais de 7.000 alvos em toda a República Islâmica.

O Irã negou ter solicitado um cessar-fogo aos Estados Unidos. Apesar da negativa, o chanceler iraniano deu o primeiro indicativo de que seu governo vai permitir a circulação limitada de embarcações no Estreito de Ormuz.

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No Golfo Pérsico, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein relataram novos ataques com mísseis ou drones. O governo iraniano acusou os EUA de lançarem ataques na ilha de Kharg, onde fica o principal terminal petrolífero iraniano.

Segundo a Cruz Vermelha, mais de 1.300 pessoas morreram por conta dos ataques dos Estados Unidos e de Israel, incluindo 223 mulheres e 202 crianças. Em Israel, 12 pessoas morreram por ataques de mísseis iranianos.

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