A médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, foi baleada e morreu durante uma perseguição policial no Rio de Janeiro na noite de domingo (15). Ela era cirurgiã oncológica especializada no tratamento de endometriose.
Andréa tinha acabado de sair da casa dos pais, localizada em Cascadura, na Zona Norte do Rio, quando seu carro, um modelo Corolla, foi atingido por tiros. A polícia investiga se os policiais confundiram o veículo da médica com o de criminosos que estavam sendo perseguidos.
Com quase 30 anos de experiência na área de saúde da mulher, Andréa se apresentava em suas redes sociais como uma profissional dedicada. Em um vídeo gravado em 2024, ela comentou sobre sua trajetória: “Eu tenho 27 anos cuidando de mulher. De formada, eu não sei se eu falo….. 32 anos de formada”, disse, rindo. “A endometriose é uma patologia atual. Estou aqui para ajudar e para tirar dúvidas”.
Recentemente, Andréa interagiu com seguidores sobre a endometriose, tema que abordava frequentemente em suas postagens. Além de sua atuação médica, ela também compartilhava momentos de lazer, como viagens e encontros com amigas. Em uma de suas viagens à África do Sul, postou uma foto ao lado da estátua de Nelson Mandela e refletiu sobre a história no Museu do Apartheid.
Após sua morte, diversas mensagens de lamento e apoio aos familiares foram deixadas em suas redes sociais. A nota de pesar publicada em seu perfil oficial destacou sua dedicação à medicina e o legado deixado por seu trabalho.
A investigação sobre o caso está sendo conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital. A Polícia Militar informou que os policiais envolvidos na ação foram afastados preventivamente até a conclusão das investigações. As armas dos agentes e as câmeras corporais foram apreendidas, e uma perícia foi realizada no veículo da médica nesta segunda-feira (16).


