O principal negociador de comércio internacional da China, Li Chenggang, afirmou nesta segunda-feira (16) que o encontro com representantes dos Estados Unidos em Paris deu início a uma nova rodada de consultas. Ele classificou as reuniões como ‘construtivas e francas’.
Li detalhou que foram discutidas tarifas bilaterais em novas circunstâncias e a possibilidade de extensão das suspensões tarifárias, além de outras medidas bilaterais. O negociador mencionou que ambas as partes chegaram a um consenso preliminar sobre alguns tópicos e que as negociações continuarão.
Por outro lado, Li reiterou que Pequim expressa sérias preocupações com as recentes investigações pela Seção 301 dos EUA e se opõe a investigações unilaterais. ‘Ambos os lados concordaram em manter a estabilidade dos níveis tarifários’, afirmou.
Também nesta segunda-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comentou que as reuniões em Paris foram construtivas e demonstraram estabilidade na relação entre as duas principais potências mundiais. Segundo ele, o encontro foi uma continuação de outras reuniões, incluindo na Malásia e na Coreia do Sul, e uma forma de evitar retaliações.
Bessent ressaltou que qualquer possível adiamento da visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à China será devido à necessidade de manter o republicano em território norte-americano, e não por qualquer outro motivo.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, destacou que entre os temas abordados no encontro com Pequim estão a expansão do comércio em produtos de agricultura e energia, além da possível criação de um conselho de comércio entre os dois países, visando a formalização de questões benéficas para ambos.
‘Os EUA e a China concordaram com um plano de trabalho para possíveis entregas a Trump e ao presidente da China, Xi Jinping’, disse Greer.

