Roger da Silva Matos, de 18 anos, desapareceu no dia 15 de março de 2025 ao mergulhar no Rio Acre, na região da Gameleira, em Rio Branco. A mãe dele, Roseane da Silva, compartilhou sua dor e a falta de respostas após um ano do desaparecimento do filho.
Roger estava nadando com amigos quando decidiu dar um mergulho. Após passar por baixo da Ponte Juscelino Kubitschek, conhecida como Ponte Metálica, ele não foi mais visto. As buscas realizadas pelos bombeiros e familiares foram suspensas após seis dias, sem que o corpo do jovem fosse encontrado.
“Não é nada bom o sentimento, sempre vai ficar faltando algo. Uma dor muito grande que vou carregar pro resto da vida”, disse Roseane. Ela ressaltou que a ausência de respostas e a impossibilidade de se despedir do filho tornam o luto ainda mais difícil.
““O que mais dói é o fato de não termos achado o corpo do meu filho para fazermos um velório e enterro digno como ele merece”, lamentou.”
A família chegou a alugar um barco para continuar as buscas por conta própria, mas precisou interromper devido aos custos. Após o desaparecimento de Roger, placas de alerta foram instaladas na região da Gameleira, informando que o local não é recomendado para banho.
Roseane afirmou que, apesar de tentar seguir com a rotina, a lembrança do filho permanece constante. “Podem até dizer que eu sorrio e estou feliz, mas só eu sei o que sinto por dentro”, afirmou.
Ela também compartilhou que as memórias de Roger a ajudam a seguir em frente. “Tenho lembranças boas do Roger e isso é o que me sustenta e dá forças”, disse. Desde o fim das buscas, Roseane não recebeu novas informações sobre o caso.
““As pessoas, infelizmente, esquecem, mas a gente que é mãe nunca esquece”, finalizou.”
O Corpo de Bombeiros alerta sobre os perigos de nadar nos rios durante as cheias.

