O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) avalia os riscos da inteligência artificial à segurança do Estado. O órgão monitora o avanço das tecnologias digitais e alerta sobre ciberataques e vulnerabilidades nas barreiras virtuais do Brasil.
Em 2025, os sistemas do Estado sofreram 7.112 vazamentos de dados, 1.203 falsificações de páginas do governo e 2.090 abusos de sítio. Desde 2021, o GSI registrou 33.400 incidentes cibernéticos e emitiu 33.100 alertas de vulnerabilidade. André Molina, secretário de Segurança da Informação e Cibernética do GSI, afirma que as detecções estão crescendo, mas a subnotificação torna o cenário real de ameaças muito maior.
Molina destaca que as motivações para os ciberataques podem ser financeiras ou relacionadas à desinformação política e interferência externa. O debate legal sobre segurança da informação vem amadurecendo no Brasil, com a elaboração da Estratégia Nacional de Cibersegurança e do Plano Nacional de Cibersegurança desde 2023.
O Congresso aprovou em 2025 o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, que entra em vigor em 17 de março, impondo novas obrigações às plataformas digitais. O Supremo Tribunal Federal também alterou o Marco Civil da Internet para aumentar as responsabilidades das big techs.
Um dos principais desafios da segurança cibernética no Brasil é a descentralização das ações, que são atribuídas a diversos órgãos federais. Luiz Fernando Moraes, diretor de Segurança Cibernética do GSI, aponta a necessidade de um órgão central de cibersegurança para coordenar as respostas a crises e padronizar sistemas de defesa.
Além disso, o GSI enfatiza a importância do letramento digital da população. Danielle Ayres, diretora de Segurança da Informação do GSI, afirma que educar a sociedade sobre os riscos tecnológicos é essencial para a segurança cibernética.

