Dois estudantes goianos, Pedro de Oliveira Farias, de 9 anos, e Bernardo Martini Mendes, de 10, representarão Goiás e o Brasil na segunda fase da Copernicus Math, uma olimpíada internacional de matemática, que ocorrerá no dia 26 de julho, na Columbia University, em Nova York, nos Estados Unidos.
Os alunos conquistaram a classificação após serem medalhistas na primeira etapa da competição, realizada no dia 1º de março, no formato online. Bernardo recebeu a medalha de honra ao mérito, equivalente ao quarto lugar, enquanto Pedro conquistou a medalha de bronze, ficando na terceira colocação.
Bernardo Mendes relatou que ficou muito emocionado com o resultado e que tentará obter um novo resultado positivo na segunda fase da competição.
““Vou tentar, porque os concorrentes vão ser muito bons. Vão ser competidores do mundo inteiro”,”
disse.
A mãe de Bernardo, Andressa Martini, afirmou que o resultado é fruto do esforço e dedicação do filho, especialmente diante do alto grau de dificuldade da prova.
““Para nós foi uma alegria muito grande. Isso demonstra o resultado de todo o esforço dessas crianças, que são brilhantes, e também mostra como a educação no nosso Estado está em ascensão, já que são as únicas duas crianças de Goiás classificadas”,”
afirmou.
A família de Bernardo agora busca alternativas para custear a ida do filho para a etapa internacional da competição, já que não têm condições financeiras para bancar a viagem. Andressa explicou:
““Estamos analisando um edital de fomento do Estado para ver se conseguimos algum apoio. Também estamos tentando mobilizar a escola e pensando em fazer uma vaquinha para ajudar a custear a viagem.””
Pedro Farias também expressou sua felicidade com o resultado e disse que
““espera aprender mais””
e que irá poder
““ampliar seu conhecimento fazendo uma nova olímpiada”.”
Sua mãe, Raquel Morais, destacou que o resultado representa o reconhecimento da dedicação do filho ao longo da trajetória escolar.
““É uma sensação muito boa, mas vai muito além da medalha em si. É o reconhecimento de uma trajetória, de um esforço e da valorização da educação. É muito gratificante ver seu filho conquistando caminhos por meio da educação”,”
afirmou.
Raquel também ressaltou o alto nível de dificuldade da prova, mencionando que a família acreditava que seria improvável a classificação.
““Foi uma prova muito desafiadora, com questões muito acima do nível deles, porque a matemática ensinada fora do Brasil é mais avançada. Quando vimos o caderno de provas, imaginamos que seria muito difícil conseguir a classificação”,”
relatou.

