O prefeito Sandro Mabel (UB) afirmou que a atual estrutura da previdência municipal não sobrevive sem mudanças. Ele expressou preocupação com a sustentabilidade financeira do sistema e informou que a gestão já estuda medidas para fortalecer o fundo previdenciário e garantir fontes permanentes de receita.
Mabel mencionou uma notificação do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) sobre a necessidade de uma ampla reforma previdenciária nos municípios goianos. ‘Nós temos que enfrentar essa questão da previdência’, afirmou Mabel durante a apresentação dos dados da prestação de contas. ‘Se não fizermos, todos os funcionários que estão aqui, os que já se aposentaram ou ainda vão se aposentar, correm o risco, no futuro, de não haver recursos para pagamento.’
O prefeito destacou que a gestão estuda uma série de medidas para fortalecer o Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Goiânia (GoiâniaPrev). Entre as iniciativas citadas estão a eleição de novos membros para o comitê de investimentos, a contratação de assessoria de instituições financeiras e a ampliação das fontes de recursos destinadas ao sistema previdenciário municipal.
“Aqueles terrenos que foram destinados a ela podem ser substituídos por ativos que gerem renda, talvez escolas ou alguns prédios públicos, mas que possam incorporar patrimônio e garantir receita”, afirmou Mabel. Ele acrescentou que manter terrenos é complicado devido ao risco de invasão e outros problemas.
Durante a coletiva, Mabel reforçou a ideia de que não adianta dar um terreno para a previdência. ‘Quero dar um prédio construído, que a previdência possa ter arrecadação sobre ele e que não tenha que ficar pagando para evitar invasão e outros problemas’, disse.
A presidente do GoiâniaPrev, Carolina Alves Luiz Pereira, também expressou preocupações com a sustentabilidade do sistema. Ela informou que o cálculo do déficit atuarial é projetado para os próximos 75 anos e que a defasagem atual é de R$ 12,9 bilhões. ‘Preocupação sempre tem, mas temos que pensar em relação ao futuro, a longo prazo’, afirmou Carolina.
Ela mencionou ainda o plano de terceirização da carteira de investimentos e a possibilidade de empréstimo consignado do fundo do GoiâniaPrev para aposentados. ‘Ambas são possibilidades, não significa que serão implantadas, mas estamos estudando a implementação’, destacou.
O instituto está em processo de licitação para contratar a Fundação Aroeira, vinculada à Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), para realizar um estudo de viabilidade e modernização atuarial e financeira do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), com valor estimado em cerca de R$ 2,5 milhões.


