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Agronegócio

Custo de alimentação de gado atinge menor nível no Centro-Oeste

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 14:04
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O custo de alimentação de confinamento de bovinos no Brasil apresentou variações em fevereiro de 2026, conforme o Índice de ICAP (Custo Alimentar Ponta). No Centro-Oeste, o indicador atingiu o menor nível já registrado para o mês de fevereiro na série histórica, enquanto no Sudeste houve leve alta.

No Centro-Oeste, o custo alimentar fechou em R$ 11,82 por cabeça ao dia, representando um recuo de 6,04% em relação a janeiro. Na comparação anual, a redução foi de 14,04% frente a fevereiro de 2025. Em contrapartida, no Sudeste, o ICAP foi de R$ 12,65 por cabeça/dia, com um avanço de 2,76% no comparativo mensal e uma leve alta de 0,16% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse movimento ampliou a diferença de custos entre as duas regiões, que havia atingido em janeiro o menor intervalo da série histórica. A análise trimestral dos insumos revelou que, no Centro-Oeste, os custos apresentaram tendência de queda entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Os insumos energéticos recuaram 7,14%, influenciados pelo uso de sorgo grão seco e casca de soja, enquanto o milho grão seco permaneceu estável. Os insumos proteicos registraram acomodação de preços, contribuindo para a redução do custo médio das dietas. Por outro lado, os volumosos tiveram leve alta, reflexo da transição para o período de entressafra e ajustes no custo de produção das silagens.

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Os três grupos de insumos mostraram valorização no período, com destaque para os volumosos, que subiram 17,27%, impulsionados pela alta no custo da silagem de milho. Os proteicos também tiveram elevação moderada, enquanto os energéticos registraram leve aumento, pressionando o custo médio da alimentação.

Apesar das diferenças regionais nos custos, a combinação entre alimentação mais barata e preços firmes da arroba manteve a rentabilidade do confinamento em patamar positivo em fevereiro. O custo estimado da arroba produzida foi de R$ 197,27 no Centro-Oeste e R$ 215,10 no Sudeste.

Considerando as cotações médias do boi gordo no mercado físico, que foram de R$ 331 na praça de Cuiabá e R$ 346 na praça de São Paulo, o lucro estimado foi de R$ 1.028 por cabeça no Centro-Oeste e R$ 1.021 por cabeça no Sudeste. A produção média foi de 7,80 arrobas por animal no Sudeste e 7,69 arrobas no Centro-Oeste, ambos com 114 dias de cocho.

No mercado de exportação, as margens podem superar R$ 1.090 por animal nas duas regiões. Outro destaque foi a melhora na relação de troca entre o preço da arroba do boi gordo e o custo alimentar diário. Em fevereiro de 2026, uma arroba foi suficiente para pagar 27,99 dias de alimentação no Centro-Oeste e 27,35 dias no Sudeste, o melhor resultado já registrado para o Centro-Oeste desde o início da série histórica do indicador, em 2024.

Atualmente, um confinador precisa de pouco mais de quatro arrobas para pagar toda a alimentação de um ciclo médio de confinamento, enquanto em fevereiro de 2024 eram necessárias mais de oito arrobas. Em termos produtivos, a alimentação representava mais de 100% da produção do animal em 2024, enquanto atualmente corresponde a cerca de 53%, liberando maior parte da arroba produzida para cobrir outros custos operacionais e ampliar as margens da atividade.

TAGGED:AgroAgronegócioconfinamentoMilhopecuária
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