O ator Sean Penn, vencedor do prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pela atuação em “Uma Batalha Após a Outra”, não compareceu à cerimônia do Oscar na noite de domingo (15).
O apresentador da categoria, Kieran Culkin, informou à plateia no Dolby Theatre que Penn “não poderia estar ou não queria – então aceitarei o prêmio em seu nome”.
A ausência de Penn gerou questionamentos. Conhecido pelo ativismo político e por suas posições liberais, sua relação com a Academia é marcada por tensões e críticas. Segundo informações do New York Times, Penn viajou à Europa para se reunir com o presidente Volodimir Zelensky, com expectativa de encontro nesta segunda-feira (16).
O ator já havia expressado sua insatisfação com a Academia. Em entrevista à Variety, ele mencionou ter considerado derreter suas estatuetas para fornecer munição à Ucrânia em sua guerra contra a Rússia. “Pensei, ‘Bem, que se dane, sabe? Vou entregá-las à Ucrânia’”, afirmou.
Penn também entregou sua estatueta de “Sobre Meninos e Lobos” a Zelensky, dizendo: “Eu me sinto mal. Isto é para você. É apenas uma bobagem simbólica, mas se eu souber que isso está aqui com você, me sentirei melhor e mais forte para a luta”.
Além de Penn, outros atores também marcaram suas ausências no Oscar por razões ideológicas ou pessoais. Em 1935, Dudley Nichols devolveu seu prêmio em solidariedade ao Sindicato dos Roteiristas. George C. Scott, em 1971, recusou o prêmio principal, chamando a cerimônia de “desfile de carne de duas horas”.
Em 1973, Marlon Brando enviou a ativista Sacheen Littlefeather para recusar seu prêmio e protestar contra o tratamento dos povos nativos americanos. Katharine Hepburn e Woody Allen também se destacam por não darem importância ao evento, com Hepburn nunca buscando seus prêmios e Allen ignorando as cerimônias para tocar clarinete em bares de Nova York.
Em 2003, Peter O’Toole recusou inicialmente sua estatueta, enquanto Jean-Luc Godard ignorou os convites da Academia em 2010, afirmando que o prêmio não significava nada para ele.


