A Polícia Civil investiga um golpe aplicado por Andressa Leal de Souza, de 32 anos, que oferecia salários de mais de R$ 5,8 mil em falsas vagas de emprego em Ponta Grossa, no Paraná. A mulher é suspeita de ter enganado pelo menos cinco pessoas em janeiro de 2026.
De acordo com o delegado Gabriel Munhoz, Andressa foi presa em flagrante no início de fevereiro de 2026, enquanto cometia o mesmo crime em Guarapuava, a cerca de 160 km de Ponta Grossa. Entre as vagas fictícias estavam oportunidades para enfermeira particular e motorista executivo particular, acompanhadas de benefícios como vale-alimentação, plano de saúde e plano odontológico.
Andressa se apresentava como “Priscila de Almeida”, afirmando ser psicóloga de uma empresa de recursos humanos. Ela marcava entrevistas em coworkings, onde simulava processos seletivos reais, aplicando provas e questionários. Durante as entrevistas, fotografava documentos e o rosto das vítimas sob o pretexto de realizar “reconhecimento facial”.
Com as informações e a biometria facial coletadas, a suspeita abria contas bancárias, solicitava empréstimos e financiamentos de veículos de luxo em nome das vítimas, sem que elas soubessem. O delegado Munhoz informou que a golpista é natural de Curitiba e permanece detida em Guarapuava, agora indiciada por mais crimes de estelionato em Ponta Grossa.
As penas pelos novos crimes podem somar até 20 anos de reclusão. A Polícia Civil alerta que outras possíveis vítimas devem procurar a delegacia para registrar boletim de ocorrência e realizar novo reconhecimento.
A defesa de Andressa afirmou que acompanha as investigações e se manifestará no processo. O delegado destacou que os coworkings utilizados pela mulher não tinham conhecimento dos golpes e também são considerados vítimas.


