O vinho Casa Tés Grama Branco 2024, produzido na Fazenda Santa Maria, em São Sebastião da Grama, São Paulo, foi reconhecido como o único vinho brasileiro entre os 115 melhores do mundo na seleção World’s Best Sommeliers’ Selection 2026.
O rótulo é elaborado com uvas Sauvignon Blanc e Sémillon na região do Vale da Grama, conhecida por seu relevo e clima favoráveis. A bebida apresenta uma textura cremosa e notas de raspas de limão, abacaxi e maracujá.
“”Fazer um grande vinho é traduzir um lugar. A grande estrela desse lugar é esse Vale Encantado do Vale da Grama porque a gente tem esse granito com argila, uma grande combinação de terroir…” afirmou o empresário Pedro Testa.”
Pedro, que resgatou suas economias para comprar a fazenda, cultivava originalmente café no local, que possui seis hectares e meio a mais de mil metros de altitude. A esposa de Pedro, Tessa Vieira, também se envolveu no projeto e expressou seu amor pela produção de vinhos.
A produção do Casa Tés Grama Branco 2024 é artesanal, focando na qualidade em vez da quantidade, resultando em apenas cinco mil garrafas. Este não é o primeiro reconhecimento internacional da fazenda; o vinho tinto Casa Tés 2022 também foi destacado em 2025.
A engenheira agrônoma Lara Trevizan coordena a equipe de campo e destaca a gratificação do trabalho realizado ao longo dos anos. “Acho que a gente vem quebrando um tabu, a gente está provando que mulher tem espaço em qualquer lugar”, disse Lara.
A fermentação do vinho ocorre em tanques de concreto e aço inox, o que é crucial para a qualidade. A enóloga Gabriella Justino explicou que a bebida é dividida em três partes durante o processo de fermentação, cada uma com características específicas que contribuem para o sabor final.
“”O vinho ele é olfato, então quando chega em uma época que a gente acha que está pronto para engarrafar, a gente vem degustando as barricas periodicamente para ver como está a evolução dele”, afirmou Gabriella.”
O coordenador de operações Tiago Pimentel ressaltou a singularidade do Vale da Grama, que também é conhecido pela produção de cafés e azeites especiais. Ele destacou a importância dos minerais da região para a qualidade do vinho.
Tessa Vieira concluiu que fazer vinho é uma arte, afirmando: “Não é um negócio fácil, mas é apaixonante”.
A seleção dos melhores vinhos foi realizada em janeiro na Inglaterra, onde 29 sommeliers de 17 países degustaram e avaliaram os rótulos.


