A família de Francisco das Chagas Fontenele, pedreiro de 56 anos, acusa a Polícia Militar de matá-lo com um tiro de fuzil na barriga durante uma ação em um baile funk no Jardim Macedônia, na Zona Sul de São Paulo. O incidente ocorreu no dia 16 de março de 2026.
Os policiais alegam que reagiram a disparos feitos por criminosos no local. Durante a ocorrência, sete pessoas foram baleadas e duas morreram. A perícia da Política Técnico-Científica irá determinar de quais armas apreendidas partiram os disparos que atingiram as vítimas.
“Eu quero uma resposta do que aconteceu com meu pai. Eu quero o nome do meu pai limpo. Eu quero o nome do policial que matou o meu pai, porque ele assassinou o meu pai… eu quero ele preso”, afirmou uma familiar durante o velório. A filha de Francisco também expressou sua indignação: “Meu pai morreu com tiro de fuzil”.
Francisco estava a caminho do trabalho quando foi baleado. Apesar das tentativas de socorro por parte dos agentes, ele não sobreviveu. O sepultamento ocorreu no Cemitério Jardim da Paz, em Embu das Artes, onde familiares vestiam camisetas do São Paulo Futebol Clube, time que ele torcia.
Além de Francisco, Kauan Gabriel Cavalcante Lima, de 22 anos, também foi morto com um tiro no peito. Kauan foi apontado pelos policiais como um dos dois rapazes que atiraram na direção deles. Ele estava em um veículo com placa adulterada durante a suposta troca de tiros.
Quatro outras pessoas, entre 19 e 26 anos, também foram baleadas. A jovem de 23 anos estava na garupa da moto pilotada por Kauan. Um rapaz de 25 anos, que também foi baleado, é suspeito de ter atirado contra os policiais, e um revólver calibre 32 atribuído a ele foi apreendido.
As autoridades não divulgaram os estados de saúde dos demais baleados. O caso foi registrado como resistência, homicídio decorrente de intervenção policial e tentativa de homicídio no 47º Distrito Policial, no Capão Redondo. Devido à suspeita de envolvimento dos policiais nas mortes, a ocorrência será investigada pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que analisará as câmeras corporais dos PMs. Um Inquérito Policial Militar também foi instaurado para verificar a conduta dos agentes.


