O presidente Donald Trump informou que recebeu “algumas respostas positivas” após contatar nações para solicitar ajuda na proteção do Estreito de Ormuz. “Eles foram contatados hoje e ontem à noite, e tivemos algumas respostas positivas. Alguns preferem não se envolver”, declarou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One.
Embora diversos países tenham se manifestado sobre o pedido, nenhum se comprometeu a enviar navios para a região, que permanece praticamente bloqueada desde o início do conflito.
A China não mencionou o envio de embarcações, mas expressou preocupação com a escalada do conflito, logo após o pedido de ajuda de Trump. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, comentou sobre a cúpula prevista com o líder chinês Xi Jinping, afirmando: “A diplomacia de chefes de Estado desempenha um papel indispensável na orientação estratégica das relações China-EUA.” Ele acrescentou que os dois países continuam em diálogo sobre a reunião.
O Japão, por meio da primeira-ministra Sanae Takaichi, afirmou que não planeja enviar navios. “Ainda não tomamos decisões sobre o envio de embarcações navais. Estamos avaliando o que o Japão pode fazer de forma independente, dentro do nosso marco legal”, declarou à Câmara dos Representantes.
A Austrália também não enviará navios. A ministra dos Transportes, Catherine King, afirmou: “Sabemos o quanto isso é importante, mas não fomos solicitados nem estamos contribuindo nesse momento.”
A Coreia do Sul anunciou que avaliará cuidadosamente o pedido de Trump. Segundo informações do escritório presidencial, “vamos manter comunicação próxima com os EUA sobre o assunto e tomar uma decisão após análise detalhada.”
O Reino Unido, por sua vez, está estudando “todas as opções” para contribuir com a proteção do Estreito de Ormuz, conforme afirmou o secretário de Energia, Ed Miliband, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas. Ele mencionou que essas possibilidades estão sendo avaliadas em conjunto com aliados.

