O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve sua classificação de atendimento alterada de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para unidade semi-intensiva no Hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira (17). A mudança ocorre após evolução clínica e laboratorial.
A nova classificação não implica necessariamente em uma transferência física de quarto, mas sim em uma alteração no nível de monitoramento e intervenção. Bolsonaro está internado desde sexta-feira (13), quando foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, resultante da aspiração de líquido do estômago.
Na sexta-feira, o ex-presidente chegou ao hospital apresentando febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios, sendo encaminhado para a UTI. Os médicos classificaram seu quadro como grave e com risco de morte. O médico Claudio Birolini destacou que a pneumonia aspirativa pode evoluir para insuficiência respiratória, colocando a vida do paciente em risco.
A UTI é o nível máximo de suporte hospitalar, destinado a pacientes com risco iminente de morte ou que necessitam de suporte artificial para órgãos vitais. O monitoramento na UTI é feito 24 horas, com a presença de aparelhos como ventiladores mecânicos e drogas vasoativas.
Segundo o laudo médico divulgado na segunda-feira (13), houve recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios, indicando uma resposta favorável à antibioticoterapia. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou em suas redes sociais sobre a melhora do marido e a sua transferência para a unidade semi-intensiva, informação confirmada pelo cardiologista Leandro Echenique.
A unidade semi-intensiva é considerada um “meio-termo”, voltada para pacientes que já não estão em risco imediato, mas ainda são instáveis para ocupar um quarto comum. O monitoramento é constante, mas menos invasivo que na UTI, com foco em acompanhamento cardíaco contínuo e fisioterapia respiratória intensiva.
No hospital, Jair Bolsonaro continua sendo tratado com antibióticos e realizando fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão para sua alta. Na última sexta-feira (13), os médicos estimaram que o ex-presidente permanecerá internado por ao menos sete dias, dependendo de sua evolução clínica.


