Desde 7 de dezembro de 1941, todos os presidentes dos Estados Unidos têm sido presidentes em tempos de guerra. Eles podem ser avaliados pela forma como conduziram conflitos, tanto “quentes” quanto “frios”, contra inimigos significativos e ameaças menores. O presidente Donald Trump, se mantiver sua determinação e rigor no conflito com o Irã, será comparável a muitos de seus antecessores.
Após a Segunda Guerra Mundial, houve períodos de aparente paz, como entre a queda do Muro de Berlim e os ataques de 11 de setembro. Durante esses anos, a ilusão de paz levou a cortes profundos nos gastos com defesa. No entanto, após os ataques de 11 de setembro, ficou claro que o mundo continha atores perigosos que não permitiriam que os EUA permanecessem indiferentes às ameaças crescentes.
A partir de 2001 até a retirada do Afeganistão em 2021, os EUA estiveram em guerra, com perdas significativas de militares em conflitos no Afeganistão e no Iraque. O Irã, desde a crise dos reféns em 1979, tem estado em guerra com os Estados Unidos, realizando ataques como o bombardeio dos quartéis da Marinha em 1983 e a campanha de ataques de seus representantes no Iraque.
O plano do Irã sempre foi adquirir armas nucleares e desenvolver um arsenal de mísseis que ameaçasse seus vizinhos e, eventualmente, os EUA. Presidentes anteriores prometeram que o Irã não teria acesso a tais armas, mas não tomaram medidas efetivas. Trump, ao assumir a presidência em 2017, reverteu essa inação ao cancelar o acordo nuclear com o Irã e adotar uma postura mais agressiva.
Trump ordenou ataques a alvos na Síria em resposta ao uso de armas químicas e autorizou a eliminação de Qassem Soleimani, líder da Força Quds, em janeiro de 2020. Após sua saída do cargo, o cenário global mudou, com o aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia e a busca do Irã por armas nucleares.
Em resposta, Trump lançou a Operação Midnight Hammer, que visava destruir o programa nuclear iraniano. Ele deu ao Irã uma escolha: desistir de suas ambições nucleares ou enfrentar consequências severas. A campanha contra o regime iraniano tem sido intensa, com a destruição de suas instalações militares e de mísseis.
Trump deseja deixar um legado de paz, mas sua abordagem tem sido de confrontar e derrotar inimigos, não apenas contê-los. A expectativa é que ele continue essa luta até que o Irã não represente mais uma ameaça à segurança dos EUA e de seus aliados.


