O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu pela soltura de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, na segunda-feira (16). A previsão é de que ela deixe a unidade nesta terça-feira (17) acompanhada da filha.
Joneuma é acusada de facilitar a fuga de 16 detentos em dezembro de 2024, quando homens armados invadiram o presídio. Durante a ação, dois dos invasores morreram em confronto com a polícia e um foi recapturado, enquanto 13 continuam foragidos.
No dia 4 de março, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão, tendo Joneuma como um dos alvos. Durante a operação, um suspeito conseguiu escapar após disparar contra os policiais, e foram apreendidos drogas, dinheiro e anotações.
““O grupo criminoso veio de fora do presídio, cortou a grade e começou a atirar nas guaritas”, afirmou o coronel Luís Alberto Paraíso, comandante da Polícia Regional.”
O único foragido recapturado foi Valtinei dos Santos Lima, conhecido como Dinei, encontrado em setembro de 2025. Outros dois fugitivos, Anailton Souza Santos, o Nino, e Rubens Lourenço dos Santos, conhecido como Binho Zoião, foram mortos em operações policiais.
A fuga foi planejada para libertar Edinaldo Pereira Souza, o “Dada”, chefe da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE). Os detentos envolvidos cumpriam penas por tráfico de drogas e homicídios qualificados.
Em dezembro de 2024, um homem foi preso por envolvimento na fuga e confessou que receberia R$ 5 mil por sua participação, além de ter recebido um fuzil para a operação. O plano previa que o armamento fosse devolvido após a fuga.
Joneuma Silva Neres, que ocupou o cargo por nove meses, é investigada por ter relações com a facção criminosa e por ter dado regalias aos presos, como a entrada irregular de itens no presídio. Ela foi presa em janeiro de 2025, quando estava grávida, e seu bebê segue com ela na cela.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ofereceu denúncia contra Joneuma, Wellington, Dada e os fugitivos, detalhando que os detentos foram colocados na mesma cela e tiveram acesso a uma furadeira, que foi utilizada para abrir um buraco no teto da unidade.


