A psicóloga Vitória Barreto Figueiredo, desaparecida há duas semanas na Inglaterra, teve seu computador acessado pela polícia inglesa nesta segunda-feira (16). O acesso foi possível com a ajuda de senhas fornecidas pela família da cearense.
As informações foram repassadas por familiares e amigos que acompanham as investigações da Polícia de Essex. Na última sexta-feira (13), a Justiça do Ceará acatou o pedido da família para a quebra dos sigilos bancário e telefônico de Vitória. O Ministério Público do Ceará (MPCE) emitiu parecer favorável ao pedido antes da decisão judicial.
O notebook de Vitória foi encontrado no sábado (14) na cidade de Brightlingsea, onde ela esteve após sair da Universidade de Essex no dia 3 de março. As autoridades confirmaram que o aparelho pertence à brasileira. O acesso ao computador permitirá que equipes especializadas analisem as informações, o que pode trazer novos indícios sobre os passos dela antes e depois do desaparecimento.
““O acesso da polícia permitirá que equipes especializadas analisem as informações acessadas pelo dispositivo usado por Vitória”, disseram familiares.”
Itens como o passaporte, o celular e os cartões de crédito de Vitória ainda não foram encontrados. Na última segunda-feira (16), a polícia lançou um portal para concentrar informações sobre o caso, permitindo que a população informe se souber da localização de Vitória ou se a viu após o dia 3 de março, às 13h44, horário local.
A polícia tem equipes concentradas nas regiões de Brightlingsea e Bradwell-On-Sea, investigando pistas não confirmadas de pessoas que afirmaram ter visto Vitória nessas áreas. O desaparecimento de Vitória mobiliza policiais, voluntários, familiares e a comunidade internacional.
Natural de Fortaleza, Vitória está fora do Brasil desde janeiro, quando participou de um congresso e dois cursos no Marrocos, antes de chegar à Inglaterra. Ela estava hospedada na casa de uma amiga, Liliane, com quem trabalhava em um projeto de pesquisa na Universidade de Essex.
No dia de seu desaparecimento, Vitória almoçou com Liliane em um local próximo à universidade. As duas deveriam se reencontrar no fim da tarde, mas a cearense não apareceu. Liliane afirmou que Vitória, que sonhava em se tornar aluna da Universidade de Essex, não estava bem antes do desaparecimento.
A Polícia de Essex foi comunicada sobre o caso no dia 4 de março. A mãe e o namorado de Vitória viajaram para a Inglaterra para acompanhar as investigações. O Itamaraty também acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres, mantendo contato com as autoridades locais e a família da brasileira.


