O advogado Carlos Eduardo Freitas Araújo, de 42 anos, foi preso em Goiânia após ser flagrado armado com uma carabina nas áreas comuns de um condomínio no setor Faiçalville. A Polícia Militar de Goiás (PMGO) foi acionada por moradores preocupados com a presença do homem armado.
Após a denúncia, equipes da PM se dirigiram ao local e abordaram o síndico, confirmando que ele estava portando a arma de fogo enquanto transitava pelas áreas de uso coletivo do condomínio. Carlos Eduardo foi levado à delegacia, onde foram realizados os procedimentos legais.
Durante o registro da ocorrência, o advogado afirmou que decidiu sair armado após suspeitar de uma tentativa de invasão no residencial. Ele relatou que o condomínio já havia sido alvo de ações criminosas anteriores e que sua atitude visava proteger o local.
““Eu ouvi o alerta da cerca e fui verificar e os dois ladrões correram. Eu fiz o procedimento de alertar o porteiro, e providenciei o conserto da cerca”,”
disse Carlos Eduardo. Apesar de possuir licença para a arma, o uso do armamento em áreas comuns foi considerado inadequado pelas autoridades, resultando em sua prisão em flagrante.
O advogado foi liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 1,6 mil. Ele relatou que a situação teve início por volta das 23h50, quando dois suspeitos arrebentaram a cerca do condomínio, próximo à janela de seu quarto, em uma suposta tentativa de furto, que seria a quinta ocorrência semelhante no local.
Carlos Eduardo também argumentou que sua conduta estava amparada pela legislação, citando o Artigo 5º do Estatuto do Desarmamento, que permitiria o porte da arma dentro das dependências do domicílio, incluindo o condomínio. Ele criticou a abordagem policial, afirmando que o tenente responsável não questionou sobre a invasão e adotou uma postura agressiva.
““O cara chegou gritando e botando pressão, tratando a gente como se a gente fosse lixo”,”
relatou o advogado, que também afirmou ter sofrido lesões durante o transporte até a delegacia. Ele mencionou que, na unidade policial, foi alvo de acusações e tratamento desrespeitoso, mas que outros policiais que acompanharam a ocorrência pediram desculpas pela condução do caso.
Carlos Eduardo ainda declarou que não houve acompanhamento imediato de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) no momento inicial do procedimento. Ele protocolou representações junto à Corregedoria da Polícia Militar, ao Ministério Público e à Ouvidoria da corporação, classificando a situação como abuso de autoridade.

