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Economia

Goiás e EUA firmam acordo para exploração de minerais de terras raras

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 11:37
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O governador Ronaldo Caiado (PSD) confirmou a assinatura de um memorando com o governo dos Estados Unidos para ampliar as operações de exploração dos minerais de terras raras em larga escala no Estado de Goiás.

O acordo prevê que a mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, inicie a separação em larga escala desses insumos estratégicos, essenciais para cadeias industriais de alta tecnologia e alvo de disputa geopolítica global.

““A autorização foi dada em 2019 e somos o único estado do Brasil a explorar e produzir terras raras pesadas, que é a maior demanda do mundo hoje em relação a minerais críticos”,”

disse Caiado. Ele também mencionou que a empresa já recebeu um empréstimo de US$ 656 milhões para a ampliação das operações, além de um investimento de US$ 5 milhões para a planta de Nova Roma, operada pela mineradora Aclara.

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O memorando será assinado nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, no Consulado-Geral dos Estados Unidos. Uma das participações esperadas no encontro era do conselheiro de Donald Trump, Danrren Beattie, mas o governo federal barrou sua entrada no país.

““Beattie nos recebeu nos Estados Unidos quando foi feito esse empréstimo e ele não vai participar porque o presidente vetou sua permanência no Brasil”,”

criticou Caiado. O governador destacou que a ampliação da capacidade de separação dos minérios de terras raras trará uma vantagem econômica para o Estado.

““Não vamos apenas mandar o mineral puro para outros países. Imagine vocês que esse memorando será para desenvolver a prática da separação dos minerais.””

A empresa pretende aumentar a capacidade de produção em 10 mil vezes. Até o momento, a produção local se concentrava na extração e exportação do material bruto.

A planta da mineradora Aclara, desde sua inauguração em Aparecida de Goiânia, estuda a separação e purificação dos elementos das terras raras. Atualmente, a empresa processa duas toneladas por dia, com o objetivo de alcançar 20 mil toneladas por dia em Nova Roma, dez mil vezes a mais que a planta atual.

Todo o processamento dos materiais atende a padrões de baixo impacto ambiental, com extração sem uso de explosivos e reaproveitamento da água utilizada no processamento.

Além do acordo com os Estados Unidos, o governo de Goiás anunciou um termo de cooperação com o Japão no valor de US$ 400 milhões para pesquisas sobre recursos hídricos e mapeamento geológico do estado, o que pode ampliar o conhecimento sobre reservas minerais e aquíferas.

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos com aplicações industriais significativas. O disprósio, por exemplo, é utilizado na fabricação de ímãs que mantêm força em altas temperaturas, essenciais para motores elétricos de alta performance. O térbio é usado em telas e lasers, além de reforçar turbinas eólicas para resistir a ventos extremos.

Atualmente, a China detém mais de 60% da produção global de terras raras e monopoliza o processamento, resultado de duas décadas de investimento em pesquisa, tecnologia e educação para transformar esses minerais em vantagem econômica e política.

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