Quatro criminosos foram presos em uma operação da Polícia Civil em Aguaí, São Paulo, nesta terça-feira, 17 de março de 2026. Eles foram flagrados em vídeo “surfando” em trens em movimento para furtar cargas de açúcar e farelo de soja.
A investigação revelou que o grupo tinha como alvo principal as cargas de commodities, atuando na rota de escoamento do interior paulista até o Porto de Santos. Desde 2023, os ataques aumentaram significativamente, resultando em prejuízos estimados em R$ 13 milhões.
A Operação Ouro Branco, realizada pela Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) do Departamento de Investigações Criminais (Deic), contou com a participação de 29 policiais. Durante as diligências, foram apreendidos três carros, um caminhão, uma moto, sacos utilizados para transporte da carga furtada e dois simulacros de arma, além de outros materiais relacionados à atuação do bando.
As cargas furtadas pertencem à concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA/VLI). Os criminosos acessavam os vagões em movimento, retiravam o material e o jogavam na linha férrea. A organização criminosa era estruturada em quatro frentes: uma equipe de vandalismo, coletores, logística e receptadores.
A equipe de vandalismo sabotava os trens para forçar paradas e abrir os vagões. Os coletores eram responsáveis por recolher o açúcar jogado na linha férrea e levá-lo para áreas de mata. A logística envolvia intermediários que pagavam entre R$ 10 e R$ 15 por pessoa para transportar a carga em vans e kombis. Por fim, os receptadores operavam galpões onde o produto era limpo, reembalado e vendido com notas fiscais fraudulentas.
Além das perdas financeiras, os crimes afetam a logística e podem provocar falta de produtos no Porto de Santos, impactando o comércio internacional, segundo a polícia.


