A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal sobre o receio de que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, pudesse fugir do Brasil. A informação foi antecipada pelo jornal Estado de São Paulo e confirmada por fontes. O relato foi compartilhado em um documento sigiloso no ano passado.
A defesa de Lulinha nega qualquer motivação de fuga e tenta se antecipar às investigações conduzidas pela Polícia Federal. Segundo o analista de política Teo Cury, durante o CNN Novo Dia, a defesa estaria adotando uma estratégia para tomar a frente e buscar se blindar das investigações no Supremo Tribunal Federal.
““É uma ideia de controle de narrativa diante dessas revelações que vêm sendo feitas pela imprensa com base no que é investigado pela Polícia Federal”, afirmou o analista.”
O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça no STF. Cury relembra que a quebra do sigilo bancário, fiscal e telemático de Lulinha foi aprovada no início deste ano, mas revelada apenas um mês e meio depois, horas após a CPMI do INSS ter anunciado a aprovação da quebra do sigilo, que foi posteriormente derrubada pelo ministro Flávio Dino.
A solicitação da quebra do sigilo fiscal do empresário foi feita pela Polícia Federal à Suprema Corte em dezembro. Os advogados de Fábio Luís admitiram ao STF que ele viajou a Portugal com despesas pagas pelo empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”. No entanto, negaram que Lulinha tenha fechado qualquer negócio com Antunes, que está preso sob suspeita de liderar um esquema de desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas do INSS.
Fábio Luís também negou ter conhecimento sobre os esquemas de fraude. As investigações continuam para apurar possíveis conexões entre o empresário e o caso que envolve desvios de recursos do sistema previdenciário brasileiro.


