A Justiça de Roraima decidiu que as empresas Agropecuária Garrote Ltda e City Tur Transporte Ltda devem pagar pensão mensal à mãe de Sabryna Lyane Massullo Carvalho, de 19 anos, que faleceu após ser atropelada, e custear o tratamento da irmã dela, de 14 anos, que ficou gravemente ferida no mesmo acidente, em Boa Vista.
As jovens foram atingidas por um caminhão sob responsabilidade das empresas. O atropelamento ocorreu no dia 4 de dezembro de 2025, no cruzamento da avenida Nossa Senhora de Nazaré com a Ataíde Teive, na zona Oeste da capital. Sabryna morreu nove dias após o acidente, enquanto sua irmã continua em tratamento médico devido a fraturas graves.
A decisão foi assinada pelo juiz Rodrigo Bezerra Delgado, da 3ª Vara Cível, e proferida dois meses após a morte de Sabryna. O juiz concedeu tutela de urgência, determinando que as empresas paguem, de forma conjunta, uma pensão mensal de R$ 1.564,28 à mãe da vítima e todos os custos do tratamento médico da jovem sobrevivente.
O juiz fundamentou a decisão na dependência econômica da família, considerando que Sabryna contribuía para a renda familiar. Ele afirmou que “a dependência econômica dos pais em relação ao filho que com eles reside e contribui para o sustento do lar é presumida pela jurisprudência, justificando a fixação de pensão provisória”.
O pagamento da pensão deve ser realizado até o dia 10 de cada mês, enquanto o custeio do tratamento deve ocorrer em até cinco dias após a apresentação dos orçamentos. A decisão também estabelece uma multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, limitada a R$ 30 mil.
O advogado da família, Bruno Caciano, comentou que a decisão trouxe alívio em meio ao luto. Ele destacou que a pensão ajudará nas despesas da família, que enfrenta uma situação de vulnerabilidade. “Foi uma situação muito traumática. A família ainda está vivendo o luto por uma perda muito bruta, de uma jovem de 19 anos, da forma como aconteceu”, disse.
No dia do acidente, Sabryna foi socorrida inconsciente e em estado grave, enquanto sua irmã estava consciente, mas com suspeita de fraturas. Ambas foram levadas ao Hospital Geral de Roraima. O motorista do caminhão relatou à Polícia Militar que não viu a motocicleta parada quando o semáforo ficou verde. Ele fez o teste do bafômetro, que deu negativo, e foi liberado.


