O núcleo brasileiro da Rede Latino-Americana e Caribenha de Solidariedade a Cuba enviará cerca de 1.000 painéis solares para a ilha, que enfrenta problemas energéticos devido ao cerco econômico dos Estados Unidos. A doação tem como objetivo a instalação dos equipamentos em hospitais e escolas, parte de várias iniciativas para aliviar a crise no país.
A mobilização conta com o apoio de quase vinte entidades e arrecadou, até 10 de março, R$ 187.973,90. Segundo os organizadores, os painéis solares podem gerar 20% da energia necessária em algumas áreas da ilha. Essa ação é parte de um esforço maior de organizações da sociedade civil para mitigar a situação crítica vivida por Cuba.
Entre as iniciativas destacadas está a Flotilha Nuestra América, que deve chegar a Havana no próximo sábado, 21, trazendo medicamentos, produtos de higiene e alimentos, além de equipamentos para enfrentar a escassez energética.
O Sistema Elétrico Nacional de Cuba enfrenta problemas históricos, com avarias em centrais termoelétricas e escassez de combustível, resultando em apagões diários. Aproximadamente 80% da energia gerada em Havana provém de termelétricas movidas a combustíveis fósseis, principalmente petróleo.
A Venezuela, que fornecia grandes remessas de petróleo a Cuba, teve seu fluxo interrompido após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro. Sob o governo de Donald Trump, Cuba foi classificada como uma “ameaça incomum e extraordinária”, resultando em sanções que penalizam países que fornecem petróleo à ilha.
A crise energética se agravou, com cortes diários de energia que podem ultrapassar 20 horas em algumas regiões. Em março, um apagão deixou dois terços do país no escuro, e a ilha inteira ficou desconectada da rede por horas no dia 16. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou: “Já se passaram mais de três meses desde que um navio-tanque entrou em nosso país e estamos trabalhando em condições muito adversas que têm um impacto imensurável na vida de toda a nossa população.”
Trump comentou sobre a situação em Cuba, afirmando: “Acredito sinceramente que terei a honra de tomar o controle de Cuba, de alguma forma”, referindo-se à fragilidade atual da nação insular.


