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Segurança

Parentes e amigos se despedem de médica morta em perseguição policial no Rio

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 14:07
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Parentes e amigos se reuniram para se despedir da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, que foi morta a tiros durante uma perseguição policial no Rio de Janeiro. A cerimônia de despedida ocorreu no Cemitério da Penitência, na Zona Norte do Rio, na tarde de terça-feira, 17 de março de 2026, com início às 13h.

Os pais de Andréa, que a haviam visitado pouco antes do incidente, chegaram ao cemitério muito abalados, acompanhados pela filha da médica. Andréa era cirurgiã oncológica, especializada no tratamento de endometriose, e contava com quase 30 anos de experiência na área de saúde da mulher.

A polícia investiga se os policiais confundiram o carro de Andréa com o de criminosos que estavam sendo perseguidos. A médica foi baleada na noite de domingo, 15 de março, na Rua Palatinado, em Cascadura, Zona Norte do Rio, logo após sair da casa dos pais.

Em um vídeo gravado em 2024, Andréa se apresentou, mencionando seus 32 anos de formação e seu compromisso em ajudar mulheres com endometriose. Ela frequentemente abordava o tema em suas redes sociais, incluindo uma postagem recente sobre a retirada do útero e sua relação com a doença.

Além de sua carreira médica, Andréa também compartilhava momentos de lazer e viagens em suas redes sociais. Em uma de suas postagens, ela aparece ao lado da filha na África do Sul, perto da estátua de Nelson Mandela, e escreveu sobre a experiência no Museu do Apartheid.

Após a morte de Andréa, várias postagens em suas redes sociais expressaram lamentos, pedidos de justiça e apoio à família. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, e a Polícia Militar afastou preventivamente os policiais envolvidos na ação até a conclusão das investigações.

As armas dos agentes e as câmeras corporais foram apreendidas, e uma perícia complementar foi realizada no veículo da vítima no dia 16 de março.

TAGGED:Andrea Marins DiasCemitério da PenitênciaDelegacia de Homicídios da CapitalJustiçaperseguição policialPolícia MilitarRio de JaneiroSaúde da mulher
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