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Segurança

Polícia Civil solicita prisão de tenente-coronel após morte de PM em SP

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 14:08
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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A Polícia Civil de São Paulo solicitou nesta terça-feira (17) à Justiça a prisão do tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele é marido da policial militar Gisele Alves Santana, que foi encontrada morta em casa com um tiro na cabeça no mês passado.

O pedido de prisão foi feito com o apoio do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O corpo da vítima foi exumado e o laudo necroscópico revelou que havia lesões no rosto e no pescoço de Gisele. Peritos indicaram que ela pode ter desmaiado antes de ser baleada e que não apresentou defesa.

O laudo, obtido com exclusividade, descreve as lesões como “contundentes” e compatíveis com “pressão digital e escoriação”. Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento onde morava com o tenente-coronel no Brás, região central de São Paulo. Ele estava presente e acionou o socorro.

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita após a família contestar essa versão. O corpo foi exumado e novos exames foram realizados no Instituto Médico-Legal (IML) Central da capital.

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Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi o horário da morte. Uma vizinha relatou ter ouvido um disparo por volta das 7h28, cerca de meia hora antes da primeira ligação do marido ao serviço de emergência, feita às 7h57, na qual ele afirmou que a esposa havia se suicidado.

““Minha esposa é policial feminina. Ela se matou com um tiro na cabeça. Manda o resgate e uma viatura aqui agora, por favor”, disse Neto na ligação.”

Minutos depois, ele ligou para o Corpo de Bombeiros, afirmando que Gisele ainda estava respirando. As equipes chegaram ao local às 8h13.

Outro questionamento levantado foi sobre a posição da arma. Um socorrista observou que a arma estava “bem encaixada” na mão da mulher, algo incomum em casos de suicídio. O sangue já estava coagulado quando a equipe chegou e não havia cartucho de bala no local.

Além disso, depoimentos de socorristas indicaram que o tenente-coronel não parecia estar em estado de desespero. Ele foi descrito como calmo durante as ligações e não apresentava marcas de sangue, o que levantou suspeitas sobre sua conduta.

Entre os contatos feitos por Geraldo, uma ligação para o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, chamou a atenção da família da policial. O desembargador chegou ao prédio às 9h07 e subiu para o apartamento com o tenente-coronel.

Uma câmera de segurança registrou a entrada e saída de três policiais no apartamento, que foram ao local cerca de 10 horas após a ocorrência para realizar a limpeza do imóvel.

A defesa do tenente-coronel afirmou que ele não é investigado ou indiciado até o momento e que tem colaborado com as autoridades. A defesa do desembargador informou que ele foi chamado como amigo do tenente-coronel e que prestará esclarecimentos à polícia judiciária.

O caso, que inicialmente foi registrado como suicídio, continua sob investigação da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar.

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