Um levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou que, em Natal, são necessárias 83 horas e 43 minutos de trabalho por mês para comprar os alimentos da cesta básica.
A capital potiguar ocupa a quinta posição entre as capitais brasileiras onde as pessoas precisam trabalhar menos para adquirir esses alimentos. Em contraste, São Paulo é a capital onde se trabalha mais, com 112 horas e 14 minutos, seguida por Rio de Janeiro, com 108 horas e 14 minutos.
Em fevereiro de 2026, Natal registrou a maior alta no preço da cesta básica entre as capitais do Brasil, com um aumento de 3,52% em relação a janeiro. O custo médio da cesta básica na cidade foi de R$ 616,84, o que representa 41,14% do salário mínimo.
A média nacional de comprometimento do salário mínimo com a cesta básica foi de 46,13%. O cálculo considera o salário já descontando 7,5% para a Previdência Social. São Paulo lidera esse ranking, com 56,88% do salário comprometido, enquanto Aracaju aparece no final da lista, com 37,54%.
Além disso, o relatório estima que o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.164,94, cerca de quatro vezes maior que o piso atual de R$ 1.621.


