A Rússia declarou nesta terça-feira (17) sua solidariedade inabalável a Cuba, em resposta a afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse esperar ter a honra de ‘tomar Cuba’ e que pode ‘fazer o que quiser’ com o país insular.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou preocupação com a escalada da tensão em torno da ‘Ilha da Liberdade’. ‘A Rússia reafirma sua solidariedade inabalável com o governo e o povo fraterno de Cuba’, afirmou a pasta.
“‘Condenamos veementemente as tentativas de interferência grosseira nos assuntos internos de um Estado soberano, a intimidação e o uso de medidas restritivas unilaterais ilegais’, adicionou.”
Trump intensificou a pressão econômica sobre Cuba, impondo um bloqueio de petróleo que prejudicou o sistema de geração de energia do país. O New York Times informou que a remoção do presidente cubano Miguel Díaz-Canel é um dos principais objetivos dos EUA.
Segundo o Times, os norte-americanos sinalizaram a negociadores cubanos que Díaz-Canel deve sair, mas deixaram os próximos passos a cargo dos cubanos.
O Kremlin destacou que está em contato com a liderança cubana e que Moscou está pronta para fornecer toda a assistência possível. ‘Hoje, a ilha enfrenta desafios sem precedentes, que se tornaram resultado direto do embargo comercial, econômico, financeiro e, mais recentemente, do embargo energético dos EUA contra Cuba’, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
A Rússia ressaltou que forneceu e continuará fornecendo a Cuba ‘o apoio necessário, incluindo apoio financeiro’. Cuba foi uma aliada próxima da Rússia por décadas após a revolução comunista de 1959, que levou Fidel Castro ao poder, até o colapso da União Soviética.


