A família de Júlia Riani, conhecida como Juju, de 7 anos, recebeu a notícia de que há doadores compatíveis para o transplante de medula óssea, essencial no tratamento da leucemia mieloide aguda. A informação foi divulgada pela mãe, Maíra Botta, na segunda-feira, 16 de março de 2026.
A última campanha de cadastro de doadores ocorreu em fevereiro de 2026, em Rio Claro, SP. Juju, que é de São Carlos, SP, foi diagnosticada com a doença que afeta as células do sangue produzidas na medula óssea. Desde então, a família promoveu campanhas para incentivar o cadastro de voluntários no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), visto que o transplante é considerado a principal chance de cura.
““Gostaria de agradecer cada pessoa, cada grupo, as campanhas, fora todas as pessoas que foram de van e individualmente doar, é uma corrente muito linda. Receber essa notícia é a melhor coisa para uma família que precisa do transplante”, disse Maíra Botta.”
A confirmação de compatibilidade é resultado dessa mobilização. Foram realizadas três campanhas, duas em São Carlos e uma em Rio Claro, que somaram quase 900 novos cadastros, além de pessoas que procuraram o sistema de forma independente. Atualmente, Juju está em São Paulo, onde continua o tratamento de quimioterapia.
““Continuem fazendo a diferença, nessa onda de amor pelo próximo. É um gesto tão simples que pode salvar vidas. Agora aguardamos os próximos passos. Isso é o início de uma vida maravilhosa que ela vai ter”, comentou a mãe.”
Apesar do avanço, ainda há etapas a serem cumpridas. O Redome deve contatar os possíveis doadores compatíveis para a realização de exames confirmatórios e, caso haja compatibilidade total, a doação. A família reforçou a importância de manter os dados atualizados no sistema para facilitar o contato.
O cadastro de novos doadores continua sendo incentivado, pois pode ajudar outros pacientes que aguardam por transplante. Especialistas afirmam que a doação é segura. Após a compatibilidade, o procedimento é semelhante a uma doação de sangue: as células-tronco são coletadas e o restante do sangue retorna ao doador. Na região, o Hemonúcleo de Araraquara é a unidade responsável pelo cadastro, que é feito a partir da coleta de uma amostra de sangue. Podem se inscrever pessoas entre 18 e 35 anos, com documento oficial com foto.


