Os contratos futuros do cacau fecharam em queda na bolsa de Nova York nesta terça-feira, 17 de março de 2026. O vencimento para maio recuou 2,02%, encerrando cotado a US$ 3.349 por tonelada.
Segundo o Barchart, a baixa foi impulsionada pela melhora nas perspectivas de oferta. Produtores da África Ocidental relataram que as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento das lavouras na Costa do Marfim e em Gana, que são os principais produtores globais.
Além disso, o aumento dos estoques contribuiu para a pressão sobre os preços. Os volumes monitorados pela ICE atingiram o maior nível em cerca de sete meses, chegando a 2,27 milhões de sacas no início da semana, reforçando o cenário de maior disponibilidade.
Apesar da queda nos preços, o mercado continua a monitorar sinais de demanda. Na semana anterior, os preços do cacau haviam alcançado o maior patamar em um mês, após a indicação de que processadoras compraram mais de 400 mil toneladas de cacau da Costa do Marfim em um curto intervalo, movimento associado à retomada das aquisições para a safra intermediária e aos preços mais baixos.
Além do cacau, os preços futuros do café arábica também apresentaram ganhos na bolsa de Nova York, com o vencimento para maio registrando alta de 0,65%, cotado a US$ 2,947 por libra-peso. As informações do Barchart indicam que os preços do café atingiram a maior cotação em uma semana devido a preocupações com a oferta e os impactos do fechamento do Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros do açúcar fecharam em queda, com o vencimento para maio recuando 1,25%, cotado a US$ 14,19 por libra-peso. O mercado permanece sensível à movimentação do petróleo, que teve alta de mais de 2% na terça-feira, influenciando a estratégia das usinas e o equilíbrio global do açúcar.
Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão com leve valorização, avançando 0,85% e cotados a US$ 68,77 por libra-peso. O mercado acompanha possíveis movimentos de demanda, especialmente após a China sinalizar interesse em ampliar as compras de produtos agrícolas.
Por fim, o contrato futuro para entrega em maio do suco de laranja fechou cotado a US$ 1.905,00 por tonelada, apresentando queda de 4,65%.


