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Economia

Taxas de juros futuros sobem com especulação sobre greve de caminhoneiros

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 17:31
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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As taxas dos DIs fecharam em alta na terça-feira, 17 de março de 2026, após oscilações em baixa durante a maior parte da sessão. O mercado reagiu negativamente a especulações sobre uma possível greve de caminhoneiros nos próximos dias.

Apesar de o Tesouro ter realizado intervenções no mercado de títulos, recomprando e vendendo papéis para eliminar distorções na curva a termo, as taxas avançaram. No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 14,16%, com alta de 9 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 14,074%. A taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,86%, com elevação de 6 pontos-base ante 13,80%.

Durante a manhã, as taxas futuras recuaram, refletindo os leilões de títulos do Tesouro Nacional e a acomodação dos Treasuries no exterior, mesmo com a continuidade da guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo.

O Tesouro recomprou 7,6 milhões de LTN e 5 milhões de NTN-F, totalizando R$ 9,05 bilhões. À tarde, foram recomprados 1,629 milhão de NTN-B, no valor total de R$ 7,077 bilhões, e vendidos 244,6 mil NTN-B, totalizando R$ 1,052 bilhão. Essas operações visam reduzir distorções na curva a termo em um contexto de pressão de alta.

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O mercado reagiu negativamente à possibilidade de uma greve de caminhoneiros, o que fez as taxas dos DIs zerarem as perdas e começarem a subir. O jornal Folha de S. Paulo informou que caminhoneiros de várias regiões estão articulando uma paralisação nacional em protesto contra o aumento do óleo diesel. Embora não haja uma data definida, receios de que a greve possa impulsionar a inflação fizeram as taxas futuras atingirem máximas.

A taxa do DI para janeiro de 2027 atingiu a mínima de 13,975% às 11h08, após a primeira intervenção do Tesouro, e a máxima de 14,245% às 15h43, em resposta às especulações sobre a greve. O mercado também se preparava para o anúncio do Copom na noite de quarta-feira, 18, sobre a Selic, com receios de que a taxa básica seja mantida em 15% ao ano.

As chances de um corte de 25 pontos-base na Selic cresceram, embora a possibilidade de um corte de 50 pontos-base tenha desaparecido. Na quarta-feira, o Federal Reserve também anunciará sua decisão sobre juros, com o mercado esperando a manutenção da taxa entre 3,50% e 3,75%.

TAGGED:Greve dos caminhoneirosJuros FuturosMercadoTesouro Nacional
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