O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) decidiu, em segunda instância, tornar réu o ex-vice de futebol do Sport Club Internacional, Carlos Pellegrini, e outras cinco pessoas pela suposta prática de estelionato e lavagem de dinheiro.
Além de Pellegrini, foram tornados réus os empresários Rogério Luiz Braun, Paulo Cezar Magalhães, Fernando Luis Otto, Carlos Alberto de Oliveira Fedato e Giuliano Bertolucci, conhecido empresário de jogadores.
No processo, o Sport Club Internacional atua como assistente de acusação. A denúncia aponta que Pellegrini supostamente ficava com parte do dinheiro de negociações de contratos de jogadores, com consentimento de colegas de clube. Segundo o Ministério Público estadual (MP-RS), as fraudes teriam ocorrido entre 2015 e 2016.
O MP também menciona outros crimes, como desvio de recursos para obras não realizadas e superfaturamento de gastos, incluindo a compra de passagens aéreas. O total desviado do clube seria superior a R$ 13 milhões.
A decisão do juiz de Direito Ricardo Petry Andrade reformou um entendimento anterior que havia arquivado o processo. A decisão afirma que “a inicial acusatória expõe de modo suficiente os fatos criminosos com todas as suas circunstâncias, permitindo a compreensão da acusação e pleno exercício do direito à ampla defesa”.
A denúncia está baseada em material coletado durante a investigação, descrevendo detalhadamente as condutas de cada um dos denunciados e apresentando indícios suficientes de autoria.
A denúncia do MP gaúcho é resultado da Operação Rebote, que investigou crimes durante a gestão do ex-presidente do Inter, Vitorio Piffero, entre 2015 e 2016. No ano passado, a Justiça do RS condenou Emídio Marques Ferreira, ex-vice-presidente de Patrimônio do Inter, Piffero e o ex-vice-presidente Pedro Affatato.
As defesas dos réus se manifestaram. A defesa de Rogério Braun afirmou que ele é inocente e provará sua inocência. Paulo Cezar Magalhães destacou que sua reputação é ilibada e que não cometeu atos criminosos. A defesa de Giuliano Bertolucci não foi contatada até o momento. Fernando Otto faleceu em 2024, e as defesas de Carlos Alberto de Oliveira Fedato e Carlos Pellegrini ainda estão sendo buscadas.
O Sport Club Internacional, por meio do vice-presidente Jurídico Jorge Oliveira Filho, declarou que acompanha o caso como assistente de acusação e que está adotando medidas jurídicas para resguardar os interesses do clube.


