O porta-aviões dos EUA, Gerald R. Ford, deve atracar temporariamente em um porto após um incêndio a bordo, conforme informado por autoridades norte-americanas nesta terça-feira, 18 de março de 2026, o 18º dia da guerra com o Irã.
A embarcação, a mais nova dos Estados Unidos e a maior do mundo, está atualmente localizada no Mar Vermelho. Espera-se que ela vá temporariamente para Souda Bay, na ilha grega de Creta, segundo as autoridades.
O navio de guerra vem sendo utilizado em operações por cerca de nove meses, incluindo ações contra a Venezuela no Caribe antes de chegar ao Oriente Médio. A duração de sua mobilização levantou questões sobre o moral dos marinheiros a bordo e a prontidão do navio de guerra.
As autoridades, que falaram sob condição de anonimato, não informaram quanto tempo o Ford deverá permanecer em Creta. Um dos oficiais afirmou que quase 200 marinheiros foram tratados por ferimentos relacionados à fumaça quando o incêndio começou na lavanderia principal do navio.
O fogo levou horas para ser controlado e afetou cerca de 100 beliches. Um militar foi retirado do navio de helicóptero devido aos ferimentos, segundo o oficial. O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Após o início do incêndio, os militares dos EUA afirmaram que não houve danos ao sistema de propulsão do navio e que o porta-aviões estava totalmente operacional. Desde o início das operações contra o Irã em 28 de fevereiro, os Estados Unidos realizaram ataques contra mais de 7 mil alvos.
O Ford, com mais de 5 mil marinheiros a bordo, possui mais de 75 aeronaves militares, incluindo caças como o F-18 Super Hornet. O porta-aviões conta com um radar sofisticado que auxilia no controle do tráfego aéreo e da navegação.
Os navios de apoio, como o cruzador de mísseis guiados da classe Ticonderoga, Normandy, e os destróieres de mísseis guiados da classe Arleigh Burke, Thomas Hudner, Ramage, Carney e Roosevelt, incluem capacidades de guerra superfície-ar, superfície-superfície e antissubmarino.


